Gravadora: Fiction
3º álbum de estúdio
Ritos para um quarto vazio
Faith reduz o The Cure a uma cerimônia cinzenta. Sem Matthieu Hartley, o trio trabalha com menos cor e menos saída. As canções caminham devagar, como se cada acorde tivesse de atravessar uma perda.
Primary ainda pulsa, mas All Cats Are Grey, The Funeral Party e a faixa-título fecham a porta. O disco não dramatiza a tristeza. Ele a organiza em baixo, eco, órgão e voz baixa. É austero, pesado, quase imóvel.
Por que ouvir esse álbum?
”Para encarar o The Cure no auge de sua disciplina emocional.
Destaques
- 1Primary
- 2Other Voices
- 3All Cats Are Grey
- 4The Funeral Party
- 5Faith
Singles
- ●Primary
- ●Charlotte Sometimes
Fatos interessantes
- ●A saída de Matthieu Hartley deixou o grupo novamente como trio e mudou a densidade dos arranjos.
- ●O álbum foi gravado no mesmo Morgan Studios que abrigou os dois primeiros discos.
- ●Carnage Visors, trilha instrumental feita para exibições antes dos shows, acompanhou algumas edições em fita.
- ●Primary trouxe um baixo de seis cordas com ataque incomum e virou um dos singles centrais da fase.
- ●O clima do disco dialoga com perdas pessoais e exaustão acumulada por turnês intensas.
- ●All Cats Are Grey se tornou uma das faixas mais cultuadas do catálogo sombrio da banda.
- ●Charlotte Sometimes, single do mesmo período, ampliou o universo literário e melancólico dessa fase.
- ●A produção de Mike Hedges preservou espaço e frieza, evitando peso convencional de rock.
- ●Faith consolidou a imagem do The Cure como uma banda capaz de fazer pop sem calor aparente.
- ●O disco costuma ser visto como a ponte entre o minimalismo de Seventeen Seconds e a violência de Pornography.
Gravadora
Fiction
Formação
Robert Smithvocal principal, guitarra, teclados
Simon Gallupbaixo
Lol Tolhurstbateria, percussão
Mudanças na formação
Matthieu Hartley saiu; o grupo passou a registrar o álbum como trio.











