A reunião do erro fértil
Horrorble trata os Mekons como matéria em mutação. Não é disco comum: é conferência dub com Tony Maimone, onde post-punk, violino, vozes tortas e espaço vazio entram em disputa. Jon Langford, Sally Timms, Tom Greenhalgh e Susie Honeyman não buscam acabamento limpo.
Buscam colisão. O dub desmonta a canção, deixa ecos, cortes e buracos, como se a banda comentasse a própria história enquanto a apaga. O resultado tem humor, ruína e inteligência de contrabando.
Por que ouvir esse álbum?
”Para ouvir uma banda cult transformar desordem em método crítico.
Fatos interessantes
- ●O subtítulo Mekons vs Tony Maimone In Dub Conference indica confronto criativo, não simples produção.
- ●Tony Maimone, associado ao baixo e à engenharia sonora de tradição experimental, aparece como agente de dub.
- ●O projeto desloca os Mekons de sua canção política e folk punk para um laboratório de eco e desmontagem.
- ●Sally Timms e Jon Langford preservam a identidade vocal da banda mesmo quando a estrutura se fragmenta.
- ●O violino de Susie Honeyman cria tensão entre memória folk e espaço eletrônico manipulado.
- ●A ausência de singles listados reforça a leitura do disco como peça integral, menos dependente de faixa de entrada.
- ●O dub funciona como crítica interna: tira peso da composição e revela ossos, frestas e fantasmas.
- ●A obra conversa com a longa vocação dos Mekons para sabotar expectativas de gênero.
- ●O título Horrorble parece carregar humor deliberadamente torto, em linha com a tradição sardônica do grupo.
- ●O disco tem valor de arquivo vivo, mostrando uma banda histórica ainda disposta a se desfigurar.
Produção
0Formação
vocais, guitarra
vocais
vocais, guitarra
violino
produção, dub
Mudanças na formação
Sem mudanças significativas

















