The Cure fez da melancolia uma forma de arquitetura popular. Robert Smith transformou o pós-punk inglês em labirinto de desejo, culpa, humor estranho e beleza fúnebre, atravessando minimalismo gelado, gótico abissal, pop luminoso e elegias tardias.
De Three Imaginary Boys a Songs of a Lost World, a banda parece sempre a mesma assombração mudando de roupa: às vezes dançante, às vezes sepulcral, sempre íntima demais.
Por que ouvir The Cure?
”A tristeza, aqui, não é pose: é uma cidade inteira acesa por dentro.
Faixas essenciais
Fases da carreira
1979–
1980
Retratos magros no espelho pós-punk
Canções secas, nervosas, ainda com humor de juventude, antes que a sombra ocupasse a sala. O grupo descobre que simplicidade também pode assombrar.
1981–
1982
A trilogia do quarto sem sol
Faith e Pornography levam a austeridade ao limite: baixo como pulso funerário, bateria hipnótica e Smith encarando o vazio até ele responder.
1984–
1987
Flores venenosas na porta da rádio
O Cure aprende a colorir o abismo. O pop entra pela janela, mas carrega estranheza, desejo e aquela alegria instável que parece febre.
1989–
1992
A catedral negra e o verão impossível
A banda alcança grandeza total: Disintegration afunda em beleza monumental, Wish prova que a escuridão também podia vender milhões sem se limpar.
1996–
2004
Ressacas, espelhos e flores tardias
Entre instabilidade e autoconsciência, o grupo revisita excessos, depura a dor e procura um novo lugar para a própria lenda sobreviver.
2008–
O longo eco depois da festa
O silêncio pesa tanto quanto as canções. 4:13 Dream soa como clarão disperso; Songs of a Lost World retorna com gravidade de testamento.
Álbuns ao vivo
Artistas relacionados
Projetos derivados









