Artistas

Paul Weller
A canção britânica em estado de vigília, elegante demais para se render e inquieta demais para virar bronze.

Tony Bennett and Lady Gaga
O passado não aparece empoeirado, mas de smoking, respirando no mesmo microfone.

Sevendust
Poucas bandas fazem a brutalidade soar tão humana, como se o grito ainda tivesse uma alma dentro.

Queen + Adam Lambert
Para ver um catálogo imortal sobreviver sem fingir que a morte nunca entrou no palco.

Smile
O interesse está no pressentimento: antes da coroa, o desenho torto do brasão.

Shinedown
É rock de arena para quem precisa que o refrão empurre a porta antes do corpo.

Ashley McBryde
Country de verdade: gente quebrada, refrão afiado e nenhuma vontade de pedir desculpa.

Peter Frampton Band
A guitarra fala como quem perdeu tempo demais com palavras e agora escolhe a verdade pelo timbre.

Elis Regina
Uma voz que transforma a canção brasileira em confronto, confissão e clarão.
1984
Para escutar o ruído inicial de uma lenda antes que ela aprendesse a se chamar Queen.

Kiefer Sutherland
Para ouvir um rosto famoso tentar desaparecer dentro de histórias pequenas e gastas de estrada.

Atavistia
Metal sinfônico que prefere abrir portais a apenas empilhar orquestra sobre distorção.

Alice in Chains
Poucas bandas fizeram a queda soar tão pesada, tão bonita e tão impossível de desviar o olhar.

Melanie C
A estrela pop aqui não brilha por pose, mas por resistência rítmica e ferida cantada sem espetáculo barato.

Caspar Babypants
A infância aparece aqui sem açúcar falso: curiosa, rítmica e cheia de portas secretas.

All Them Witches
O peso aqui respira, rasteja e às vezes abre uma janela para o infinito.

The V.I.P.'s
Um retrato raro do instante em que o R&B britânico começou a sonhar em cores ácidas.

Erik Grönwall
Uma voz de competição que escapou da vitrine e foi procurar amplificadores de verdade.

White Fence
Psicodelia doméstica que transforma chiado, memória e melodia em pequenas assombrações pop.

a-ha
Poucas bandas fizeram do encontro entre euforia pop e solidão noturna uma assinatura tão nítida e duradoura.

Blu & Exile
Rap de alma gasta e luz baixa, onde cada sample parece lembrar algo que você ainda não viveu.

João Gomes, Mestrinho, Jota.pê
A tradição respira aqui como coisa viva, suada, íntima e pronta para dançar.

American Football
A geometria das guitarras vira lembrança, e a lembrança vira uma casa onde ainda há luz.
Seether
A catarse vem sem verniz, como uma confissão que ainda carrega poeira nos dentes.
Scorpions
O som de uma Alemanha elétrica descobrindo que um riff também podia derrubar muros.

The Little People
O som quase invisível de uma banda antes de ganhar nome, selo e destino.

Tank And The Bangas
Uma banda que faz a alegria parecer inteligência coletiva em pleno improviso.
Bad Company
Um rock de poucos gestos, muita sombra e refrões que parecem ter nascido no fundo de um copo.

Black Veil Brides
Um hino para quem descobriu que exagero também pode ser sobrevivência.
Kacey Musgraves
Ela faz o country parecer uma janela aberta onde cabem sarcasmo, cura e poeira de estrela.

Foreigner
Rock de arena no ponto em que o desejo vira refrão e o refrão vira arquitetura.

Elvenking
Há uma fogueira celta no centro do metal italiano, e ela canta mais alto que o aço.

The Blind Boys of Alabama
Vozes que fazem a fé soar menos como resposta e mais como travessia.

The Lemon Twigs
O passado pop, nas mãos deles, não volta: ele pisca, tropeça e floresce.

Little Freddie King
A guitarra dele não chora para comover, range como porta de bar depois da meia-noite.

Ringo Starr & His All-Starr Band
Um desfile de canções conhecidas guiado pela batida mais fraterna da história do pop.

Matt Corby
Sua voz parece carregar um templo inteiro e ainda assim pedir licença para entrar.

Queen
Cada canção parece provar que o ridículo, quando levado a sério, pode virar grandeza.

Hillbilly Vegas
Rock de estrada com cheiro de gasolina, cerveja derramada e céu aberto.

White Denim
Rock mutante, suado e cerebral, sempre a um passo de virar outra coisa.

Jessie Ware
Ela faz a pista parecer confissão, e a confissão parecer bola de espelhos.

Ariel Bender Band
O eco tardio de um guitarrista que tratou o glam como curto-circuito, não como fantasia.

The All-American Rejects
O drama deles não pede desculpa: transforma coração partido em neon barato e inesquecível.

Seu Jorge
Poucos artistas fazem a vida brasileira soar tão amarga, quente e irresistivelmente cantável.

Crown Lands
Um duo que faz o rock antigo parecer uma máquina recém-descoberta no meio da floresta.

Neil Diamond
Canções enormes para sentimentos comuns que ninguém consegue cantar pequeno.

Humble Pie
Poucas bandas fizeram o blues-rock parecer tão faminto, tão físico, tão perto do incêndio.

Anitta
A pista de dança vira geopolítica quando ela põe o Rio para negociar com o mundo sem pedir licença.

Aldous Harding
Folk como teatro de máscaras, onde a verdade aparece só quando muda de forma.

Meghan Trainor
Pop de vitrine reluzente, onde a brincadeira às vezes entrega mais verdade que a confissão solene.

Shakespears Sister
O pop aqui sangra como melodrama barato e, justamente por isso, parece verdade.

Weird Nightmare
O pop aqui veste jaqueta de feedback e atravessa a rua como quem foge de uma explosão.

Spell
Metal clássico com perfume de incenso, perigo romântico e ganchos que brilham no escuro.

Castle Rat
Um ritual de doom em que cada riff parece abrir uma porta secreta sob o castelo.

Atreyu
O som de uma cicatriz fazendo pose no espelho e, ainda assim, sangrando de verdade.

King Crimson
A aventura de ouvir o rock pensar em voz alta, com beleza e ameaça no mesmo compasso.
Annotations of an Autopsy
Para ouvir o deathcore tentando arrancar a própria pele e virar death metal.

Mott the Hoople
Glam para quem sabe que todo hino de juventude já nasce com gosto de despedida.

Elegant Weapons
Metal de linhagem nobre, tocado como se a herança ainda precisasse provar seu perigo.

Paul McCartney
A melodia, em McCartney, parece lembrar do futuro antes que o mundo consiga acompanhá-la.

Linda Perry
A compositora por trás do brilho pop cantando sem verniz, quase contra si mesma.

U2
Poucas bandas transformaram dúvida, vaidade e esperança em arquitetura sonora tão pública.

Queen + Paul Rodgers
Quando o mito troca seda por couro, o resultado range, mas não deixa de ter fogo.

OVO Sound
Para entender como uma cidade virou textura, marca e sombra no rap contemporâneo.

Skindred
Poucas bandas fazem a parede de guitarras dançar como se estivesse em carnaval de bairro sitiado.

Devin Townsend
Poucos artistas fazem o colapso soar tão vasto, tão engraçado e tão absurdamente humano.

Dawn Road
O elo perdido entre a oficina de Uli Jon Roth e o Scorpions que aprenderia a voar alto.

Nine Inch Nails
A beleza aparece onde o ruído descasca a pele e deixa ver o mecanismo da dor.

Bleachers
O brilho dos anos 80 aparece aqui com olheiras, gasolina e coração batendo alto demais.

Small Faces
A juventude inglesa no exato segundo em que deixa de dançar e começa a sonhar alto.

Crashdïet
Rock sujo, glamouroso e ferido, feito para noites que não querem terminar limpas.

The Who
Poucas bandas fizeram o som de uma geração parecer tão glorioso e tão condenado ao mesmo tempo.

The Firm
O encontro de dois fantasmas ilustres tentando fazer o passado obedecer ao presente.

Mad Season
Um único disco onde Seattle parece cantar de dentro da própria ressaca.

Jobi Riccio
Uma voz que encontra liberdade justamente onde a tradição tentou desenhar cercas.

Ringo Starr
A humanidade do rock em voz modesta, lembrando que leveza também pode ser sabedoria.

Silverchair
Um trio que transformou angústia juvenil em arquitetura pop ferida, sem perder o cheiro de amplificador queimado.

The Real McKenzies
Tradição, cerveja e distorção batem continência antes de cair da cadeira.

Anne Hathaway
Quando canta, a performance deixa de ilustrar o filme e começa a abrir uma rachadura nele.
Apostolic Intervention
Um single como bilhete amassado de uma Londres psicodélica que nem chegou a acontecer por completo.

Mission In Black
Metal de ataque limpo e nervo exposto, feito para transformar desconfiança em velocidade.

Sleze
Para escutar o fantasma glam de Layne Staley antes que Seattle trocasse o brilho pela ferrugem.

Maisie Peters
Ela escreve refrões como bilhetes de despedida deixados dentro de uma coroa de flores.

Neil Young
Para sentir a canção americana rachando, sangrando e ainda assim andando para a frente.

The Presidents of the United States of America
Para lembrar que o rock também pode ser um brinquedo perigoso, barato e inesquecível.

Guided by Voices
Cada canção parece pequena demais para conter o mundo, e por isso explode.

Stephen Sanchez
O velho rock romântico reaparece com perfume de vinil e dor de agora.

Taj Mahal Meets the Culture Musical Club of Zanzibar
O blues encontra Zanzibar e deixa claro que nenhuma raiz cresce sozinha.

Lady Gaga and Bradley Cooper
A catarse entra pela porta do melodrama e sai cantando como se fosse confissão.

The Police
Poucas bandas soaram tão leves enquanto cantavam controle, desejo e medo.

Willie Nelson
Ouvir Willie Nelson é entrar no coração gasto da América e descobrir que ele ainda pulsa fora do compasso.

Venom Inc.
Metal de herdeiros que não pedem licença ao túmulo, apenas religam o amplificador.

Dark Divine
Metalcore para quem sabe que o monstro no quarto também canta o refrão.

Armored Saint
Metal de gente que apanha, levanta e ainda encontra um refrão no meio do concreto.

Foo Fighters
Um inventário elétrico de dor, amizade e volume, feito para lembrar que o rock ainda pode soar como comunhão.

Aviões do Forró
É o som de uma multidão dançando antes que a crítica descubra o tamanho do fenômeno.

Cyndi Lauper
Para ouvir a alegria quando ela descobre que também pode ser uma forma de resistência.

Vomit Forth
Uma descarga de morte, peso e rancor que não pede espaço, toma o espaço à força.
Primus
O baixo de Claypool faz o absurdo marchar em fila, bêbado e absolutamente disciplinado.

At The Gates
Melodia como ferida aberta, metal extremo como pensamento em estado de emergência.

They Might Be Giants
Cada música parece uma charada que, ao abrir, revela um coração batendo em código Morse.

Devenial Verdict
É death metal para sentir o chão ceder lentamente, não apenas para bater a cabeça.

Terror
Hardcore que não decora a ferida, apenas a aponta para a multidão e manda avançar.

Solange Almeida
Sua voz transforma sofrimento popular em refrão de arena sem perder cheiro de estrada.

Victorius
Para lembrar que o épico também pode usar armadura cromada, laser e um sorriso demente.

Dimmu Borgir
O apocalipse aqui não é cenário, é uma orquestra tocando dentro da neve suja.

Taj Mahal
O blues, em Taj Mahal, deixa de ser museu e volta a ser mapa, barco e cozinha acesa.

The Jungle Giants
Indie pop para dançar como se a ansiedade tivesse encontrado um sol particular.

Cnoc An Tursa
Metal folk como vento frio sobre ruínas, bonito porque não tenta ser dócil.

The Smashing Pumpkins
Poucas bandas fizeram a autocomiseração soar tão vasta, elétrica e perigosamente bela.

The Order
Hard rock de couro gasto e motor ligado, feito para quem ainda acredita no peso da canção.

Nervosa
Cada riff soa como uma porta de fábrica arrombada por quem cansou de pedir passagem.

4 Non Blondes
Um único álbum, um grito imenso e a sensação de que a juventude acabou de descobrir o teto.

Amy Grant
A fé, quando passa pelo pop perfeito, ganha pulso humano e memória coletiva.

49 Winchester
Eles fazem a pequena cidade soar enorme sem arrancar a sujeira das botas.

The Black Keys
Dois corpos batendo no mesmo fio elétrico bastam para lembrar que o rock ainda pode sangrar óleo.

Venom
A sujeira de Venom é o ponto em que o heavy metal descobre que pode virar ameaça.

Lady Gaga
Gaga canta como quem sabe que toda máscara, cedo ou tarde, começa a sangrar.
The Apostolic Intervention
Uma fresta da Swinging London onde o fracasso também sabe cantar com estilo.

Sting and Shaggy
Um cartão-postal estranho onde elegância britânica e malícia jamaicana dividem a mesma rede.

Labrinth
Ele transforma pop em febre, devoção e curto-circuito emocional sem pedir licença ao bom gosto.

Peter Frampton
A guitarra de Frampton canta como alguém que descobriu que o aplauso também pode ser uma prisão.

Spys4Darwin
Uma fresta rara onde Queensrÿche, Alice in Chains e Sponge respiram fora das próprias lendas.

Hecate Enthroned
Para entrar numa tempestade onde o metal extremo ainda acredita em drama, sombra e arquitetura.

Boards of Canada
A beleza deles parece fita antiga encontrada numa casa vazia, tocando uma infância que talvez nunca existiu.

Shaggy
Poucos artistas fizeram a malandragem soar tão internacional sem arrancá-la da rua.

The Beach Boys
A inocência deles tem rachaduras, e é nelas que a música americana entra inteira.

The Dead Daisies
Uma banda que toca como se cada refrão precisasse atravessar a fumaça de um bar lotado.

Juliana Linhares
Sua música faz da identidade um campo de batalha onde a beleza não pede licença.

Violet Grohl
Uma estreia que pergunta se a herança pode sangrar até virar assinatura.

GIVĒON
Sua voz transforma arrependimento em arquitetura, baixa, ampla e impossível de ignorar.

Free
Blues rock reduzido ao osso, onde cada nota parece escolhida contra o excesso do mundo.

Carín León
A voz dele faz o passado mexicano soar como uma ferida aberta no presente global.

Black Death
O metal fica maior quando se escuta quem a história quase deixou do lado de fora.

Maya Hawke
Há uma coragem estranha em cantar baixo quando o mundo exige espetáculo.

The Herd
Um retrato do pop psicodélico inglês no instante em que a inocência começa a vestir fantasia.

Spice Girls
Pop como manifesto de recreio, comércio e poder feminino em estado de fogos de artifício.

Pro-Pain
Hardcore sem pose de salvação, apenas concreto, suor e indignação batendo no mesmo compasso.

Lynch Mob
O atrito entre músculo, blues e vaidade elétrica faz cada riff soar como neon rachado no asfalto.

Spooky Tooth
Um blues rock assombrado, onde cada acorde parece abrir uma porta para um quarto sem luz.

The Claypool Lennon Delirium
O absurdo aqui não é fuga: é o método usado para encontrar novas formas de gravidade.

The Michael Schenker Group
A guitarra elétrica tratada como espada, oração e ferida aberta.

Kurt Vile
Suas canções parecem vagar, mas chegam ao centro da vida sem pedir passagem.
Future Islands
Sintetizadores frios, sangue quente e uma voz que dança como quem está caindo.














































































