Para Ouvir Hoje
Paul McCartney

Paul McCartney

Reino UnidoReino Unido/Liverpool
Início em 1957

27

álbuns de estúdio

10

álbuns ao vivo

Por onde começar a ouvir

Paul McCartney atravessou o século como uma oficina ambulante de melodia. Depois dos Beatles, recusou a estátua e voltou ao barro: o caseiro McCartney, a ferida luminosa de Ram, a aposta comunal dos Wings, o triunfo de Band on the Run.

Entre pop, rock, eletrônica doméstica, standards e memórias tardias, sua obra solo mostra um compositor que nunca parou de testar a própria lenda contra o som de uma canção nascendo.

Por que ouvir Paul McCartney?

A melodia, em McCartney, parece lembrar do futuro antes que o mundo consiga acompanhá-la.

Faixas essenciais

1

Wonderful Christmastime - Edited Version / Remastered 2011

McCartney II

2

FourFiveSeconds

FourFiveSeconds

3

Band On The Run - 2010 Remaster

Band on the Run

4

Wonderful Christmastime - Full Length Version / Remastered 2011

McCartney II

5

Say Say Say - Remastered 2015

Pipes of Peace

Fases da carreira

1970
1971

A casa depois do império

O ex-Beatle desmonta o monumento no gravador doméstico e na fazenda, trocando a máquina pop por canções íntimas, tortas, cheias de perda e liberdade recém-descoberta.

McCartney

Ram

1971
1973

Wings aprende a voar com o motor falhando

A banda nasce sob desconfiança, errando em público até transformar precariedade em músculo. O pop volta a ter estrada, gasolina e uma vontade quase teimosa de vencer.

Wild Life

Red Rose Speedway

Band on the Run

1975
1976

O circo de Wings no topo da colina

McCartney converte Wings em espetáculo de arena: riffs elegantes, coros solares e a sensação de que o melodista encontrou uma segunda praça pública para governar.

Venus and Mars

Wings at the Speed of Sound

1978
1979

O fim dos anos setenta rangendo nos amplificadores

Entre polimento pop e nervo new wave, Wings encara a ressaca da década. As canções ainda sorriem, mas há ferrugem nas bordas e pressa no corredor.

London Town

Back to the Egg

1980
1984

Sintetizadores, fantasmas e a pop star solitária

Do laboratório eletrônico caseiro ao luto por Lennon e ao pop global dos duetos, McCartney soa brilhante e desamparado, como rádio ligado numa casa grande demais.

McCartney II

Tug of War

Pipes of Peace

Give My Regards to Broad Street

1986
1989

O artesão contra a vitrine dos oitenta

A produção da época tenta enquadrá-lo, mas ele responde com curiosidade, memória russa e uma reaproximação crítica à canção pop de autor.

Press to Play

Снова в СССР

Flowers in the Dirt

1993
1999

Entre a estrada, a antologia e a ferida limpa

A maturidade chega como revisão e impulso: canções de ofício, reconciliação com a história beatle e rock de raiz para espantar solenidades.

Off the Ground

Flaming Pie

Run Devil Run

2001
2007

Depois da tempestade, a canção em primeiro plano

A vida pessoal pesa, mas a escrita se afia. McCartney troca excesso por arquitetura emocional, deixando a melodia carregar cicatriz, elegância e sombra.

Driving Rain

Chaos and Creation in the Backyard

Memory Almost Full

2012
2018

O velho moderno canta para espelhos diferentes

Standards, produtores jovens e ambição pop mostram um artista recusando o museu. Ele visita o passado sem morar nele e ainda procura outra porta.

Kisses on the Bottom

New

Egypt Station

2020
2026

O quarto, a pandemia e Liverpool no retrovisor

O ciclo final até aqui recolhe o homem ao estúdio e à memória. Sozinho ou olhando para a infância, McCartney transforma idade em textura, não epitáfio.

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