7.0
Nota média
de crítica
3º álbum de estúdio
A volta proibida
#3 nasceu cercado de atrito. Gravado após a implosão da dupla, guardado por disputas de gravadora e só liberado anos depois, o álbum tem gosto de arquivo incendiário.
Sem Marcella Detroit, Siobhan Fahey assume o comando com guitarras ásperas, glam rock torto, sombras britpop e sarcasmo frio. I Can Drive soa como libertação amarga. Do I Scare You? responde com ameaça. Não é peça de nostalgia; é o som de alguém tentando recuperar o próprio nome na unha.
Por que ouvir esse álbum?
”Para ouvir uma artista retomando o controle depois de anos de silêncio e disputa.
Destaques
- 1I Can Drive
- 2Do I Scare You?
- 3Bitter Pill
- 4Opportunity Knockers
Singles
- ●I Can Drive
- ●Do I Scare You?
Fatos interessantes
- ●O álbum foi gravado nos anos 90, mas sofreu longa demora de lançamento por conflitos com a gravadora.
- ●Marcella Detroit já não fazia parte do núcleo criativo, tornando #3 o primeiro álbum do projeto centrado em Fahey.
- ●I Can Drive foi lançado como single em 1996, antes do álbum completo chegar ao público.
- ●A recusa inicial da gravadora em lançar o disco tornou #3 uma espécie de fantasma na discografia.
- ●Fahey chegou a vender versões do material por canais próprios antes de uma edição mais ampla se consolidar.
- ●A produção envolve nomes fortes do rock alternativo britânico, incluindo Alan Moulder e Flood.
- ●O disco se afasta do pop gótico de Hormonally Yours e se aproxima de guitarras secas, glam sombrio e humor ácido.
- ●Terry Hall aparece como convidado, conectando o álbum a outra tradição britânica de pop oblíquo.
- ●Do I Scare You? funciona como declaração estética: vulnerável, teatral e agressiva sem excesso de ornamento.
- ●A crítica posterior tende a enxergá-lo como capítulo injustiçado, prejudicado menos pela música do que pela política da indústria.
Produção
Siobhan Fahey, David A. Stewart, Alan Moulder, Flood, Andy Wright
Gravadora
SF Records
Formação
Mudanças na formação
Marcella Detroit não integra a formação principal; Siobhan Fahey passa a liderar o projeto como artista principal.

















