
Gravadora: Prophecy Productions
Romantismo sob névoa elétrica
Àmor devolve o Klimt 1918 ao território em que melancolia italiana, shoegaze e rock alternativo se confundem. O acento no título já desloca a palavra amor para um lugar estranho, quase fantasmático. Dream Core e Petricore indicam memória sensorial, chuva, sonho e ruído.
Tony Doogan produz com atenção a camadas, deixando guitarras enevoadas e bateria respirarem sem perder forma. Marco e Paolo Soellner tratam emoção como arquitetura de eco. É romantismo com concreto frio.
Por que ouvir esse álbum?
”Para ouvir o amor tratado como ruína sonora e claridade distante.
Destaques
- 1Dream Core
- 2Petricore
Singles
- ●Dream Core
- ●Petricore
Fatos interessantes
- ●O acento em Àmor cria estranhamento gráfico e dá ao título uma aura menos convencional.
- ●Tony Doogan, conhecido por trabalhos com rock de textura ampla, assina a produção.
- ●Dream Core sugere ligação com sonho, memória digital e atmosferas difusas.
- ●Petricore remete ao cheiro de chuva na terra, imagem sensorial coerente com a estética da banda.
- ●Marco Soellner concentra voz e guitarra, mantendo a identidade melódica do Klimt 1918.
- ●Paolo Soellner na bateria reforça o núcleo familiar e histórico do projeto.
- ●O lançamento pela Prophecy Productions situa o disco num catálogo atento a atmosferas sombrias e sofisticadas.
- ●A mistura de indie rock, shoegaze e rock alternativo evita tanto peso metálico quanto leveza pop.
- ●O álbum parece trabalhar amor como clima e lembrança, não como narrativa sentimental direta.
- ●A ausência de formação extensa listada reforça o caráter concentrado e autoral dos irmãos Soellner.
Produção
Gravadora
Prophecy Productions
Formação
vocais, guitarra
bateria
Mudanças na formação
Sem mudanças significativas




















