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Demon Days

Demon Days

Gorillaz

11 de maio de 2005

7.9

Nota média
de crítica


Gravadora: Parlophone, Virgin

2º álbum de estúdio

A festa no fim do mundo

Demon Days apagou qualquer suspeita de golpe publicitário. Danger Mouse escureceu o som, Damon Albarn cantou como sobrevivente de uma cidade em pane e os convidados entraram como fantasmas de rádio pirata.

Feel Good Inc. virou hino global, DARE trouxe Shaun Ryder para o delírio pop e Dirty Harry colocou crianças e guerra no mesmo quadro. É o álbum em que Gorillaz deixou de ser conceito esperto e virou força cultural.

Por que ouvir esse álbum?

Para entender como um desenho animado capturou o medo político e a euforia das pistas dos anos 2000.

Veja a discografia completa

Destaques

  1. 1Feel Good Inc.
  2. 2DARE
  3. 3Dirty Harry
  4. 4Kids with Guns
  5. 5El Mañana

Singles

  • Feel Good Inc.
  • DARE
  • Dirty Harry
  • El Mañana
  • Kids with Guns

Fatos interessantes

  • Danger Mouse assumiu a produção central e deu ao álbum uma unidade mais escura e cinematográfica que a do disco de estreia.
  • Feel Good Inc. reuniu Gorillaz e De La Soul em um single de alcance raro, com baixo marcante, riso demoníaco e crítica ao entretenimento vazio.
  • DARE nasceu de sessões com Shaun Ryder e virou uma das faixas mais dançantes da discografia, sustentada por repetição, absurdo e magnetismo.
  • Dirty Harry colocou o San Fernandez Youth Chorus ao lado de Bootie Brown, criando tensão entre inocência infantil e imaginário militar.
  • Dennis Hopper narra Fire Coming Out of the Monkey's Head, uma fábula sombria que desloca o álbum para território quase apocalíptico.
  • Ike Turner toca piano em Every Planet We Reach Is Dead, presença histórica e desconfortável em um álbum cheio de fantasmas culturais.
  • O final com Don't Get Lost in Heaven e Demon Days aproxima soul, coral gospel e lamento ambiental, fechando o disco como sermão pop.
  • A crítica da época reconheceu força e irregularidades, mas a reputação cresceu até consolidar o álbum como obra central dos anos 2000.
  • O disco rendeu ao Gorillaz seu maior patamar comercial e fixou a banda como projeto capaz de dominar rádio, MTV, internet e festival.
  • A arte de Jamie Hewlett definiu uma iconografia imediatamente reconhecível, com os quatro rostos em blocos como retrato de uma era fragmentada.

Produção

Gorillaz, Danger Mouse, Jason Cox, James Dring

Estúdios

Studio 13

Gravadora

Parlophone, Virgin

Formação

Damon Albarnvocal principal, teclados, guitarra acústica, sintetizadores e melodica
Danger Mousepercussão, programação de bateria e samples
Jason Coxbateria e programação de bateria
James Dringbateria e programação de bateria
Cass Brownebateria
Simon Tongguitarras
Sally Jacksonviolino
Stella Pageviola
Amanda Drummondviola
Isabelle Dunnvioloncelo
Al Mobbscontrabaixo
Emma Smithcontrabaixo
Prabjote Osahnviolino
Neneh Cherryvocais adicionais
Bootie Brownvocais
De La Soulvocais
Ike Turnerpiano
MF Doomvocais
Roots Manuvavocais
Martina Topley-Birdvocais
Shaun Rydervocais
Dennis Hoppervocais

Mudanças na formação

Damon Albarn permanece como núcleo musical; Dan the Automator, Del the Funky Homosapien, Miho Hatori, Ibrahim Ferrer, Tina Weymouth, Chris Frantz e Kid Koala saem da formação do álbum, com entrada de Danger Mouse, Simon Tong, Cass Browne e vários convidados vocais e de cordas.

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