
7.3
Nota média
de crítica
45º álbum de estúdio
Poeira em Super 8
Teatro coloca Willie dentro de uma sala assombrada por Daniel Lanois. A bateria de Brian Blade, as sombras de Emmylou Harris e a guitarra Trigger formam um western de fita antiga.
Muitas canções vinham do passado, mas soam recém-desenterradas. The Maker, I Never Cared for You e Everywhere I Go têm poeira, eco e sangue frio. É um disco de reencenação: Willie revira a própria história e encontra novas cicatrizes.
Por que ouvir esse álbum?
”Para ouvir o passado de Willie filmado com granulação, eco e faca no bolso.
Destaques
- 1I Never Cared for You
- 2Everywhere I Go
- 3The Maker
Fatos interessantes
- ●Daniel Lanois gravou o projeto com uma estética de cinema poeirento e som ambiente marcado.
- ●Emmylou Harris aparece como presença vocal decisiva, quase uma consciência paralela.
- ●O repertório revisita canções antigas de Willie em clima radicalmente diferente.
- ●The Maker, de Lanois, aproxima o disco de uma espiritualidade turva e americana.
- ●Brian Blade dá à bateria uma pulsação elástica, distante do country convencional.
- ●O álbum foi recebido como uma renovação artística importante nos anos 90.
- ●I Never Cared for You ganha uma leitura mais ameaçadora do que em registros anteriores.
- ●A gravação privilegia vazamentos e atmosfera, não limpeza clínica.
- ●Teatro ajudou a inserir Willie no circuito de prestígio alternativo do período.
- ●A capa e o som reforçam a sensação de performance vista por trás de uma cortina velha.
Gravadora
Island
Formação
Mudanças na formação
Ampliação da formação em relação a Spirit, com entrada de Emmylou Harris, Daniel Lanois, Tony Mangurian, Victor Indrizzo, Brian Griffiths, Mickey Raphael, Brad Mehldau, Malcolm Burn, Jeffrey Green e Cyril Neville; Bobbie Nelson permaneceu nos teclados.














