Morbid Death - Veil Of Ashes

Veil Of Ashes

5º álbum de estúdio​

Era

-

7.4

Nota média
de sites de crítica

Cinzas, aço e sangue frio

Veil Of Ashes soa como uma banda veterana abrindo as janelas depois de anos de ar parado e, em vez de entrar brisa, entra uma tempestade de ferrugem e gasolina. Os açorianos trocam parte da fluidez mais ampla de Oxygen por riffs mais secos, mais dentes à mostra e uma urgência que cheira a retorno às trincheiras.

Os singles já entregavam esse recado, e o álbum inteiro parece seguir essa lógica: menos floreio, mais impacto, com o death/thrash funcionando como um martelo bem calibrado e o lado melódico surgindo mais como sombra do que como verniz. É disco de reentrada, de reafirmação, de banda que não quer posar de lenda local em vitrine; quer soar viva, afiada e um pouco perigosa outra vez.

A impressão crítica inicial pende para o positivo cauteloso: peso, foco e identidade acima de inventar moda.

Destaques

4 – Hole Worm
7 – World of Lies
2 – Veil Of Ashes

Menos ouvidas

5 – Souls of Trauma
6 – Fallen Future

Fatos interessantes

• Veil Of Ashes marca o retorno da banda aos álbuns de estúdio depois de Oxygen, lançado em 2020.

• Este é o quinto álbum de estúdio dos Morbid Death, somando-se a Echoes of Solitude, Secrets, Unlocked e Oxygen.

• O disco saiu em parceria entre Firecum Records e o Museu do Heavy Metal Açoriano.

• A gravação, mixagem e masterização foram feitas no StepKeys Studio, em Ponta Delgada, nos Açores.

• A banda estreou uma formação nova neste ciclo, com João Raposo e Hélder Pinheiro nas guitarras e Pedro Sousa na bateria.

• “Hole Worm” e “World of Lies” foram os dois avanços usados para apresentar a nova fase do grupo.

• A arte da capa foi assinada pela própria banda, com conceito visual de Luís Sousa.

• O álbum teve edição física em CD e LP, incluindo uma versão limitada em vinil prateado/verde marmorizado.

• A imprensa de divulgação destacou o disco como um trabalho “mais duro” e “mais afiado” do que a fase imediatamente anterior.

• No dia do lançamento, ainda não havia críticas consolidadas em agregadores ou no Metal Archives, o que reforça o caráter ainda muito inicial da recepção.

Produção

Stepan Kobyakin

Mudança de line

Em relação a Oxygen, a base liderada por Ricardo Santos foi completamente reformulada ao redor dele: saíram Luís H. Bettencourt e Rafael Bulhões, e entraram João Raposo, Hélder Pinheiro e Pedro Sousa.

Formação

Ricardo Santos – voz, baixo
João Raposo – guitarra base e solo
Hélder Pinheiro – guitarra base e solo
Pedro Sousa – bateria

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