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Elis - Como e Porque

Elis - Como e Porque

Elis Regina

1 de janeiro de 1969


Gravadora: CBD-Philips

7º álbum de estúdio

Brasil em combustão

Elis, Como e Porque aparece em 1969, ano de ressaca dura após o AI 5. A cantora canta um Brasil partido entre exaltação, ironia, memória e síncope. Aquarela do Brasil surge colada a Nega do Cabelo Duro como choque de símbolos.

Casa Forte e Corrida de Jangada acendem outra cor: percussiva, nordestina, solar, inquieta. É um disco menos lembrado que os clássicos, mas carrega o som de um país sob pressão.

Por que ouvir esse álbum?

Para ouvir Elis atravessar o imaginário nacional sem suavizar suas rachaduras.

Veja a discografia completa

Destaques

  1. 1Aquarela do Brasil / Nega do Cabelo Duro
  2. 2Casa Forte
  3. 3Corrida de Jangada

Fatos interessantes

  • O álbum foi lançado no ano seguinte ao AI 5, marco de endurecimento da ditadura militar.
  • A junção de Aquarela do Brasil e Nega do Cabelo Duro cria contraste entre ufanismo e cultura popular.
  • Casa Forte aproxima Elis do repertório sofisticado de Edu Lobo.
  • Corrida de Jangada reforça o interesse da cantora por imagens nordestinas e ritmos brasileiros.
  • Armando Pittigliani seguia como produtor de confiança na fase Philips.
  • O disco veio após o auge televisivo de O Fino da Bossa e antes da guinada setentista.
  • A recepção posterior costuma enxergá-lo como elo entre a Elis festival e a Elis mais adulta.
  • O repertório dialoga com a disputa cultural sobre identidade brasileira no fim dos anos 1960.
  • A capa e o título reforçam uma tentativa de explicar a persona pública da cantora.
  • O álbum evidencia Elis buscando outra gravidade depois da febre dos festivais.

Gravadora

CBD-Philips

Formação

Elis Reginavoz

Mudanças na formação

Sem mudança confirmada na formação principal

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Lançamentos

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