David Byrne

My Life in the Bush of Ghosts

-º álbum de estúdio​

Era

Raízes Expandidas (1981–1989)

8.3

Nota média
de sites de crítica

Ritmo ritualístico no laboratório Eno‑Byrne

Um mosaico sonoro que parece ter escapado de um laboratório futurista, misturando vozes capturadas do rádio com batidas tribais e texturas eletrônicas. É como se Eno e Byrne tivessem juntado amostras exóticas, ritmos africanos e do Oriente Médio num caldeirão experimental que desafia o pop convencional.

O resultado soa como um ritual moderno, com trechos que invocam exorcismos e orações em árabe, mas em um universo musical híbrido, a meio caminho entre música concreta e dança. Enquanto Talking Heads ainda andavam nos trilhos do pós‑punk, aqui a dupla desafia fronteiras — o álbum respira audácia e inventa uma linguagem própria que, mesmo hoje, parece ter vindo de um outro planeta.

Destaques

3 – Regiment
5 – The Jezebel Spirit
1 – America Is Waiting

Menos ouvidas

10 – Come With Us
11 – Mountain Of Needles

Fatos interessantes

• O título foi tirado de um romance de Amos Tutuola, embora nenhum dos músicos tenha lido a obra.

• Considerado um dos álbuns mais importantes na experimentação com sampling no pop.

• Integra gravações de vozes exorcistas e trechos em árabe — bastante incomuns para a época.

• Pitchfork o considera quase uma obra‑prima e marco do uso de samples.

• A reedição de 2006 incluiu faixas bônus não lançadas originalmente.

• A produção foi quase totalmente analógica, mesmo com o uso extensivo de samples.

• “The Jezebel Spirit” inclui uma gravação de exorcismo, que gerou críticas por trivializar um ritual religioso.

• Foi lançado durante uma pausa entre os álbuns do Talking Heads produzidos por Eno.

• A abordagem inspirou gerações de música eletrônica, ambient e experimental.

Produção

Brian Eno, David Byrne

Mudança de line

Este é o primeiro álbum colaborativo fora da formação do Talking Heads

Formação

David Byrne – guitarra, baixo, sintetizador, percussões, objetos diversos
Brian Eno – guitarra, baixo, sintetizador, percussões, objetos diversos

Músicos adicionais
Bill Laswell – baixo (em “America Is Waiting”)
Chris Frantz – bateria (em “Regiment”)
Mingo Lewis – batá e Chapman Stick (em “The Jezebel Spirit” e “The Carrier”)
Prairie Prince – bateria (em “The Jezebel Spirit” e “The Carrier”)
Other contributors include Dennis Keeley (bodhrán), Jose Rossy (congas, gong), Steve Scales (congas, percussão metálica), David van Tieghem (bateria, percussão), Tim Wright (baixo)

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