Candlemass - Chapter VI

Chapter VI

5º álbum de estúdio​

Era

Versatilidade e Transição (1991–2002)

7.8

Nota média
de sites de crítica

Doom em mutação

Em Chapter VI, o Candlemass resolveu mexer nas cartas do próprio baralho. O doom arrastado e litúrgico dá espaço para um som mais dinâmico, flertando com o heavy e até com o power metal, mas sem abandonar o peso épico. A entrada de Thomas Vikström injeta frescor: sua voz aguda e versátil troca a gravidade quase operística de Messiah por um registro mais cristalino e teatral.

As guitarras assumem maior protagonismo, com riffs mais rápidos e solos exuberantes que lembram o metal clássico dos anos 80. Ainda assim, faixas como “Where the Runes Still Speak” preservam a essência do doom, construindo atmosferas grandiosas. É um álbum de transição: ousado, contestado por parte dos fãs, mas cheio de momentos brilhantes que revelam uma banda em busca de novos horizontes.

Destaques

1 – The Dying Illusion
2 – Julie Laughs No More
3 – Where The Runes Still Speak

Menos ouvidas

7 – Black Eyes
8 – The End of Pain

Fatos interessantes

• Foi o primeiro disco da banda sem Messiah Marcolin desde a estreia em 1986.

• Thomas Vikström entrou após ser notado cantando músicas do Judas Priest em clubes locais.

• O clipe de “Julie Laughs No More” foi banido da MTV por simular consumo de drogas.

• “Where The Runes Still Speak” é considerado um dos maiores clássicos da fase pós-Messiah.

• O álbum chegou ao #43 nas paradas suecas.

• As baixas vendas levaram ao fim temporário da banda em 1994.

• É o único álbum de estúdio do Candlemass com Thomas Vikström nos vocais.

Produção

Rex Gisslén, Leif Edling

Mudança de line

Este foi o primeiro álbum do Candlemass sem o icônico vocalista Messiah Marcolin, que deixou a banda após conflitos internos. Em seu lugar entrou Thomas Vikström, trazendo uma nova abordagem vocal. A troca mudou significativamente a identidade sonora do grupo, tornando este disco único na discografia.

Formação

Thomas Vikström – voz
Lars Johansson – guitarra solo
Mats “Mappe” Björkman – guitarra rítmica
Leif Edling – baixo elétrico
Jan Lindh – bateria

Músicos adicionais
Rex Gisslén – engenharia, mixagem, produção
Tomas Arfert – capa, ilustrações
Ulf Magnusson – fotografia

Se gostou, também vai gostar de...

Ozzy Osbourne - Scream
Hard rock

Ozzy Osbourne – Scream

Riffs poderosos, produção polida e o vigor de Gus G.: Scream traz um Ozzy renovado sem perder a crueza do metal clássico.

Candlemass - Dactylis Glomerata
Epic doom metal

Candlemass – Dactylis Glomerata

Candlemass retorna com um doom menos épico e mais atmosférico, incorporando space rock e stoner, vozes novas, riffs densos e experimentalismo.

Outros álbuns do mesmo ano

Kiss - Revenge
Hard rock

Kiss – Revenge

Revenge mistura peso, melodia e emoção: é o Kiss mais pesado dos anos 90, dedicado a Eric Carr, resgatando sua força e autenticidade.

David Byrne - Uh-Oh
Art rock

David Byrne – Uh-Oh

Uma fusão art-rock com percussão latina e metais exuberantes: músicas inteligentes, cômicas e ritmo global, na veia Talking Heads.

Pulp - Separations
Pop

Pulp – Separations

Pop dramático e acid house se encontram num Pulp em transição: baladas sintéticas à frente de seu tempo, preparando a explosão dos 90.