David Byrne - Grown Backwards

Grown Backwards

7º álbum de estúdio​

Era

Estética Orquestral e Autorreinvenção (2001–2008)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Orquestra na Era Digital

“Grown Backwards” é como se David Byrne desse uma aula de elegância excêntrica acompanhado por uma orquestra de câmara e um coral de sopros, com pitadas de ópera e grooves urbanos — tudo embrulhado no estilo art-pop que ele domina.

É um álbum teatral no sentido mais refinado: há arias de Bizet e Verdi, um dueto lírico com Rufus Wainwright, e ainda assim cabe um funk sutil em “Dialog Box” ou um pulso eletrônico em “Lazy”. A estrutura do álbum parece um ciclo vital — da juventude romântica ao quase cabaré existencial em “Glad”. É David Byrne como maestro urbano, reflexivo e ligeiramente irônico, passeando por várias paisagens musicais sem perder o humor. Esse disco marca uma etapa madura e inventiva da carreira solo dele.

Destaques

1 – Glass, Concrete & Stone
5 – Tiny Apocalypse
2 – The Man Who Loved Beer

Menos ouvidas

13 – Glad
14 – Un di Felice, Eterea

Fatos interessantes

• O álbum tem duas árias operísticas icônicas: “Au fond du temple saint” (dueto com Rufus Wainwright) e “Un Dì, Felice, Eterea”.

• Byrne mudou seu método criativo — em vez de partir de ritmos, ele começou humando melodias e depois as desenrolou num micro-cassete.

• A faixa “Lazy” é uma reinterpretação orquestral de sua colaboração de 2002 com o X-Press 2.

• Em 2019, “Grown Backwards” ganhou versão em vinil com seis faixas bônus, incluindo uma com Caetano Veloso.

• O álbum mistura estilos de forma fluida — opera, art-pop, funk, club e música de câmara — criando um passeio urbano sonoro.

Produção

David Byrne, Patrick Dillett

Mudança de line

“Grown Backwards” introduz uma textura sonora muito mais elaborada, com ênfase intensa em arranjos orquestrais e arias de ópera. Embora muitos colaboradores recorrentes como Mauro Refosco e Paul Frazier permaneçam, a presença marcante de The Tosca Strings e de músicos de câmara traz uma nova dimensão.

Formação

David Byrne – voz, violão (nylon-string, elétrico e semi-nylon conforme a faixa)
Paul Frazier – baixo (em várias faixas)
Mauro Refosco – percussão, marimba, samples, objetos de cozinha (conforme a faixa)
The Tosca Strings (vários integrantes) – cordas (violino, viola, violoncelo)
Outros colaboradores em instrumentos variados (sopro, harpa, theremin, etc.)

Músicos adicionais (selecionado):
Elaine Barber – harpa
John Mills – clarinete, clarone, flauta
Freddie Mendoza – trombone, eufônio
Rufus Wainwright – vocais (faixa “Au fond du temple saint”)
Barry Burns, Carla Bley ensemble e diversos outros músicos contribuindo com arranjos específicos por faixa (vários metais, cordas, teclado, Rhodes, vacu-um cleaner, etc.)

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