The Duskfall - The Everlasting Shadows

The Everlasting Shadows

6º álbum de estúdio​

Era

-

7.5

Nota média
de sites de crítica

Melodeath sem poeira no museu

The Everlasting Shadows soa como uma cápsula do tempo que ficou enterrada por anos e, quando finalmente foi aberta, ainda tinha ferrugem, sangue e gasolina dentro. O disco aposta naquele melodeath sueco de riff cortante, refrões sombrios e urgência de estrada gelada, sem fazer cosplay de modernidade nem correr atrás de firula tecnológica.

O charme está justamente nisso: ele não tenta reinventar a roda, mas gira essa roda com violência e convicção. Há um clima de retorno tardio, quase teimoso, que combina com a longa novela do álbum; as músicas têm pegada direta, agressiva e melancólica, como se o grupo quisesse provar que ainda sabe escrever pancada com melodia na medida.

Talvez não seja um renascimento revolucionário, mas é um reencontro honesto com a própria identidade — e, nesse terreno, a banda ainda pisa firme.

Destaques

1 – Entomb My Shadow
2 – As Our Days Are Dying
7 – Kneedeep In The Grave

Menos ouvidas

9 – The Peacemaker
8 – Golem

Fatos interessantes

• Este é o sexto álbum de estúdio do The Duskfall e encerra uma espera que se arrastou por anos desde o disco anterior de 2014.

• O álbum havia sido anunciado originalmente para 2018/2019, mas só acabou chegando oficialmente em 6 de março de 2026.

• A formação prevista em 2018 incluía Jakob Björnfot; no lançamento final, quem aparece é Patrik Forlund.

• Mikael Sandorf, fundador da banda, aparece aqui não só como guitarrista, mas também como vocalista principal da fase atual.

• Sebastian Lindgren, além de baterista, foi creditado pela mixagem e masterização do álbum.

• O disco saiu de forma independente, sem o selo que havia sido associado ao projeto quando ele foi anunciado anos atrás.

• A arte do álbum foi atribuída a Gustavo Sazes nas divulgações antigas do projeto.

• “World of Lies” já circulava em forma de demo/preprodução desde 2015, muito antes do lançamento definitivo do álbum.

• A recepção inicial em comunidades de metal foi positiva, mas ainda com poucas avaliações profissionais por causa da data de lançamento muito recente.

• A duração total fica na casa dos 39 minutos, o que reforça a proposta de um álbum enxuto, direto e sem gordura.

Produção

Sebastian Lindgren

Mudança de line

Em relação a Where the Tree Stands Dead, saíram Magnus Klavborn, Jonatan Storm e Fredrik Andersson, enquanto Anton Lindbäck e Sebastian Lindgren se consolidaram na base rítmica e Mikael Sandorf assumiu os vocais de vez. Ronny Edlund também retornou após um período fora, e Patrik Forlund entrou no lugar de Jakob Björnfot, fechando uma formação mais enxuta e estável depois de anos de atrasos e trocas internas.

Formação

Mikael Sandorf – voz, guitarra
Ronny Edlund, Patrik Forlund – guitarras
Anton Lindbäck – baixo elétrico
Sebastian Lindgren – bateria

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