The Cure - Kiss Me

Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me

7º álbum de estúdio​

Era

Transição Pop-Sombriamente Radiante (1984–1987)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Mundo sonoro em Technicolor

Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me é como uma caixa de sonhos sonoros que salta de tristeza melancólica a explosões dançantes sem aviso — um verdadeiro caleidoscópio de emoções dos anos 80. É o disco em que Robert Smith finalmente solta a imaginação: arranjos grandiosos (“The Kiss”), baladas pulsantes (“Just Like Heaven”), ritmos funk bizarros (“Hot Hot Hot!!!”) e pop cativante (“Why Can’t I Be You?”) coexistem como vizinhos malucos, perfeitamente desajustados.

É como um parque de diversões auditivo: cada faixa é um carrossel emocional diferente — ora desespero romântico, ora alegria frenética, ora deslumbramento gótico. É o momento em que a banda troca o manto sombrio por algo mais amplo, mais colorido e quase visceral, sem perder a intensidade, resultando num disco que faz você rir, chorar e dançar — muitas vezes ao mesmo tempo.

Destaques

9 – Just Like Heaven
5 – Why Can’t I Be You?
2 – Catch

Menos ouvidas

17 – Shiver and Shake
18 – Fight

Fatos interessantes

• Foi o primeiro álbum da banda a entrar no top 40 da Billboard nos EUA.

• O álbum ajudou a banda a atingir o auge comercial, com certificação de platina nos EUA.

• Contém quatro singles de sucesso: “Just Like Heaven”, “Why Can’t I Be You?”, “Catch” e “Hot Hot Hot!!!”.

• É um álbum duplo com 18 faixas, mostrando enorme diversidade musical.

• O processo de composição envolveu os integrantes sugerindo ideias — uma mudança em relação ao controle centralizado anterior.

• Robert Smith declarou que a banda gravou muitas faixas de um ou dois takes, com abordagem espontânea.

• A turnê posterior contou com Roger O’Donnell nos teclados, enquanto a saúde de Lol Tolhurst se deteriorava devido ao alcoolismo.

• Em uma votação de 2000, foi eleito o álbum número 256 entre os melhores de todos os tempos por Colin Larkin.

• Alcançou o pico de #35 na Billboard 200 em julho de 1987, sendo sua maior posição até então.

Produção

David M. Allen, Robert Smith

Mudança de line

Após o lançamento e durante a turnê, houve um acréscimo: Roger O’Donnell foi contratado como tecladista adicional devido ao crescente problema de saúde (álcool) de Lol Tolhurst, que culminou em tensão interna.

Formação

Robert Smith – vocais, guitarra, teclados, produção
Simon Gallup – baixo elétrico
Porl Thompson – guitarra, teclados
Boris Williams – bateria

Músicos adicionais
Roger O’Donnell – teclados (tournée adicional, logo após o álbum)

Se gostou, também vai gostar de...

Pulp - We Love Life
Britpop

Pulp – We Love Life

Pulp troca o peso do urbano por arranjos acústicos e frescos, refletindo sobre vida, amor e natureza com humor e maturidade.

Faith No More - Introduce Yourself
Funk metal

Faith No More – Introduce Yourself

Produção mais sólida e ideias mais definidas mostram a banda evoluindo rápido. Um disco de transição que prepara terreno para a grande virada.

Mogwai - The Bad Fire
Indie

Mogwai – The Bad Fire

Mogwai transforma o caos em serenidade em “The Bad Fire”, misturando post-rock, synths e momentos íntimos, com uma nova leveza e surpresas sonoras.

Outros álbuns do mesmo ano

Michael Jackson - Bad
Pop

Michael Jackson – Bad

Michael Jackson no auge: pop polido, grooves afiados e atitude no talo. Um desfile de hits que mistura arrogância, perfeccionismo e puro espetáculo.

Candlemass - Nightfall
Doom metal

Candlemass – Nightfall

Doom sombrio e majestoso: riffs pesados, voz operática e atmosfera litúrgica que definiram o estilo épico do Candlemass.