The Cramps transformaram detritos da cultura americana em linguagem própria: rockabilly primitivo, garage rock, punk, quadrinhos, sexo, filmes B e horror barato.
Lux Interior e Poison Ivy foram o núcleo permanente de uma banda que surgiu no circuito do CBGB e ajudou a abrir o terreno depois chamado de psychobilly, embora sempre escapasse de rótulos estreitos. Sua música parecia antiga e futurista ao mesmo tempo, reduzida ao essencial e encenada com teatralidade febril até a morte de Lux, em 2009.
Por que ouvir The Cramps?
”Rock'n'roll como cinema de meia-noite: lascivo, barato, engraçado e perigosamente vivo.
Fases da carreira
1980–
1981
Mutantes do CBGB
O núcleo Lux e Ivy funde rockabilly, garage e punk numa estética de horror barato e desejo, estabelecendo a linguagem que faria da banda uma categoria à parte.
1986–
1991
Elvis no drive-in
A iconografia trash ganha refrões maiores e uma pulsação mais musculosa; o culto underground cresce sem domesticar o humor sexual nem o gosto pelo grotesco.
1994–
2003
Vingança em Badsville
Entre selo grande, independentes e o próprio Vengeance, Lux e Ivy mantêm o universo dos Cramps intacto, mais como mitologia autônoma do que como tendência de época.

