The Beach Boys começaram vendendo sol, carros e ondas, mas por trás do brilho havia um laboratório de solidão. Brian Wilson levou a harmonia vocal americana a um ponto quase religioso, e Pet Sounds revelou que a praia podia ser tão triste quanto uma igreja vazia.
Depois vieram psicodelia quebrada, democracia interna, nostalgia e sobrevivência. A banda é a promessa californiana ouvindo seu próprio eco rachar.
Por que ouvir The Beach Boys?
”A inocência deles tem rachaduras, e é nelas que a música americana entra inteira.
Faixas essenciais
Ranking de álbuns
Histórico de notas da discografia, feita sobre a média das notas disponíveis pela internet – entre público e críticos.
Fases da carreira
1962–
1964
Sol comprado a crédito
Os primeiros discos vendem surf, carros e juventude, mas já deixam ouvir a obsessão harmônica que faria da Califórnia uma ficção nacional.
1965–
1967
O quarto vira catedral
Today!, Summer Days e Pet Sounds deslocam a banda da praia para o estúdio interior; Smiley Smile registra o sonho de Smile estilhaçado.
1967–
1971
A comuna depois do milagre
Wild Honey a Surf's Up trocam grandiosidade por soul caseiro, ecologia, ironia e uma democracia frágil tentando sobreviver à ausência de Brian.
1972–
1977
Exílio, barba e ressaca
Com Holland e Love You, a banda envelhece em público: mais roots, mais estranha, às vezes perdida, às vezes tocando uma verdade feia e doméstica.
1978–
1989
A nostalgia assume o volante
Entre M.I.U. Album e Still Cruisin', o passado vira produto e refúgio; ainda surgem lampejos, mas a marca começa a vencer a banda.
1992–
O verão que não termina nem cura
Summer in Paradise e That's Why God Made the Radio mostram a persistência do mito: retorno, artificialidade e uma última tentativa de harmonia.































