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The Real Thing

The Real Thing

Taj Mahal

1 de janeiro de 1971

7.6

Nota média
de crítica


Local: Fillmore East, New York City, Estados Unidos
Gravadora: Columbia, LegacyAo vivo

O blues abre os pulmões

Gravado no Fillmore East em 1971, The Real Thing pega Taj Mahal no ponto em que o blues deixa de caber no museu. A banda tem tubas, metais graves, percussão, guitarra de aço e uma voz que parece comandar a sala sem pedir licença.

Fishin' Blues e Ain't Gwine to Whistle Dixie viram peças de teatro popular, cheias de humor, rua e deslocamento. É um disco vivo no sentido literal: respira, tropeça, cresce e afirma um blues negro, urbano, rural e impossível de domesticar.

Por que ouvir esse álbum?

Para sentir o blues expandido como música de palco, rua e memória coletiva.

Veja a discografia completa

Destaques

  1. 1Fishin' Blues
  2. 2Ain't Gwine to Whistle Dixie (Any Mo')
  3. 3Going Up to the Country and Paint My Mailbox Blue
  4. 4Sweet Mama Janisse

Fatos interessantes

  • Foi registrado em 13 de fevereiro de 1971 no Fillmore East, uma das salas mais simbólicas da contracultura nova-iorquina.
  • A presença de quatro tubas deu ao disco um peso raro no blues elétrico, mais próximo de uma fanfarra de rua do que de uma banda convencional.
  • Howard Johnson assinou arranjos de metais e ajudou a deslocar o centro sonoro do álbum para frequências graves e elásticas.
  • O repertório mistura composições próprias, releituras tradicionais e peças ligadas ao repertório folk-blues que Taj vinha reconstruindo desde os anos 1960.
  • Fishin' Blues, de Henry Thomas, ganhou uma leitura leve e esperta, transformando uma canção antiga em assinatura popular de Taj Mahal.
  • Ain't Gwine to Whistle Dixie Any Mo' ocupa espaço longo no disco e funciona como manifesto contra a nostalgia sulista domesticada.
  • O álbum saiu originalmente como LP duplo, formato que reforçava a ideia de espetáculo completo, não de simples registro promocional.
  • A formação reúne músicos ligados ao jazz, ao rhythm and blues e à cena de estúdio, o que explica a liberdade dos arranjos.
  • A reedição em CD pela Legacy ajudou a recolocar o disco no catálogo principal de Taj Mahal para novas gerações.
  • É um dos documentos mais claros da tese central do artista: o blues não era peça de antiquário, era uma língua aberta para tuba, conga, banjo e eletricidade.

Gravadora

Columbia, Legacy

Formação

Taj Mahalvoz, gaita blues, gaita cromática, guitarra National steel-bodied, guitarra de cinco cordas (banjo), pífano
Howard Johnsontuba, flugelhorn, saxofone barítono, arranjos de metais
Bob Stewarttuba, flugelhorn, trompete
Joseph Daleytuba, trombone de válvulas
Earle McIntyretuba, trombone baixo
Bill Richbaixo elétrico
John Simonpiano, piano elétrico
John Hallguitarra elétrica
Greg Thomasbateria
Kwasi "Rocky" DziDzournucongas

Mudanças na formação

Sem mudanças significativas

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