O Sepultura levou o metal brasileiro do porão de Belo Horizonte ao mapa mundial, não como exotismo, mas como força histórica. Do death-thrash cru ao groove tribal de Roots, a banda reinventou o peso com sotaque próprio.
Depois da saída dos Cavalera, sobreviveu por obstinação, criando outra linhagem: menos mito familiar, mais disciplina, conflito e permanência.
Por que ouvir Sepultura?
”O som de um país quebrando concreto com tambores, raiva e imaginação.
Faixas essenciais
Fases da carreira
1986–
1987
Belo Horizonte cuspindo ferrugem
A fase embrionária é rude, satânica, veloz, ainda aprendendo a mirar. O som parece fita copiada demais, mas já carrega uma fome continental.
1989–
1991
A máquina thrash encontra o mundo
Com produção mais forte e riffs cirúrgicos, o Sepultura deixa de ser promessa exótica e passa a disputar território com os gigantes do metal extremo.
1993–
1996
O chão tribal abre a cratera
A banda troca velocidade por impacto telúrico, junta groove, política e brasilidade áspera, e cria sua assinatura mais reconhecida e irreversível.
1998–
2003
Depois da ruptura, a sobrevivência vira método
Sem Max Cavalera, o grupo enfrenta descrença e tenta recompor identidade entre peso urbano, colaboração tribal e raiva menos mítica, mais cotidiana.
2006–
2013
Conceitos, ruínas e disciplina
A fase conceitual coloca literatura, cinema e política dentro da engrenagem, com Derrick Green consolidado e Andreas Kisser no comando narrativo.
2017–
A despedida antes da poeira baixar
Machine Messiah e Quadra mostram uma banda madura, técnica e inquieta, fechando a longa travessia com senso de arquitetura, não de nostalgia barata.
Álbuns ao vivo
EPs
Shows completos ao vivo
- 1991Giants of Rock 1991
- 1994Sonoria Festival 1994
- 1996Pinkpop 1996
- 1996Doctor Music Festival 1996
- 2013Rock Hard Festival 2013
- 2017AudioArena Originals
- 2019Rock in Rio 2019
- 2022EXIT Festival 2022



















