Portugal. The Man - Shish

Shish

10º álbum de estúdio​

Era

Reflexão, Novas Parcerias e Reinvenção (2021–presente)

8.1

Nota média
de sites de crítica

Alasca em ruínas, comunidade em chama

Este álbum mergulha de cabeça em texturas densas e contrastantes: de explosões de guitarras distorcidas a momentos etéreos de cordas e ambiente, tudo regado à linguagem de uma banda que rejeita a zona de conforto. É como se Portugal. The Man retornasse às raízes de um rock indie mais cru e visceral, mas com a maturidade de quem já pisou nos palcos enormes e agora refaz o caminho com intimidade e urgência.

Faixas como “Pittman Ralliers” rasgam com fúria e depois se acalmam num eco contemplativo; “Tanana” brilha como hino de resistência emocional em meio ao caos. O álbum faz referência direta à origem alaskana de Gourley — tanto no título (uma vila remota) quanto no espírito: isolamento, natureza hostil, comunidade unida contra a adversidade.

Se trabalhos anteriores da banda, mais pop ou psicodélicos, navegavam numa “zona de hits”, aqui há uma vontade clara de se reinventar, de desconstruir e reconstruir. Para o ouvinte disposto a acompanhar essa montanha‑russa sonora, o álbum entrega sacrifício e recompensa. Por outro lado, quem busca o Portugal. The Man de “feel‑good” imediato pode achar o disco mais exigente.

Destaques

9 – Tanana
1 – Denali
2 – Pittman Ralliers

Menos ouvidas

4 – Knik
8 – Kokhanockers

Fatos interessantes

• O título vem de uma vila remota no Alasca, evocando a origem de John Gourley.

• A faixa “Mush” foi descrita por Gourley como “sobre sobrevivência, conexão e ambição”.

• “Tanana” aparece como um dos momentos mais emotivos do álbum, lidando com tristeza geracional e busca de significado.

• A banda optou por um processo mais caseiro e íntimo para gravação, com sessões que fluíram em “living room” e não necessariamente em grandes estúdios.

• O lançamento marca o primeiro álbum lançado pela gravadora KNIK/Thirty Tigers, após o período com grande selo.

• A sonoridade volta a abraçar influências punk/hardcore, sobretudo no espírito e textura, algo menos evidente nos discos mais “pop” anteriores.

Produção

Kane Ritchotte, John Gourley

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

John Gourley – vocais / guitarra / Fender 6 / synths / acústica / programação / piano
Zoe Manville – vocais / rapping

Músicos adicionais
Dani Bell – vocais / whistles / omnichord
Sam Gellerstein – trombone
David Marion – vocais
Malcolm McRae – vocais
Kyle O’Quin – arranjo de cordas / cello
Nick Reinhart – guitarra / baixo
Dylan Rieck – cello
Kane Ritchotte – bateria / Wurlitzer / baixo / guitarra / programação / Mellotron / órgão / synths / acústica / Moog / percussão / Enner
Asa Taccone – vocais
Jared Tankel – sax / bari sax
Ryan Wiggins – trompete

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