Muse transformou ansiedade milenarista, melodrama de arena e obsessão tecnológica numa linguagem de escala colossal. De Teignmouth para estádios globais, o trio de Matthew Bellamy converteu falsetes, riffs e pianos em conspirações sonoras.
Começou nervoso e romântico em Showbiz, ganhou musculatura sinfônica em Absolution e depois passou a encenar o colapso político como ópera pop. Mesmo quando excessivo, Muse faz do excesso uma forma de eletricidade.
Por que ouvir Muse?
”Porque poucos grupos fazem o pânico do século soar tão grande, tão físico e tão irresistivelmente cantável.
Faixas essenciais
Uprising
The Resistance
Starlight
Black Holes and Revelations
Supermassive Black Hole
Black Holes and Revelations
Hysteria
Absolution
Time Is Running Out
Absolution
Fases da carreira
1999–
2001
O quarto onde o céu rangia
O nervo adolescente de Devon encontra ambição barroca. Falsete, guitarra e paranoia se comprimem até virar um pequeno terremoto britânico.
2003–
2009
Catedrais para o fim do mundo
Muse aprende a pensar em estádios sem abandonar a claustrofobia. Piano clássico, baixo predatório e ficção política fazem do apocalipse um refrão.
2012–
2018
A máquina pede aplausos
A banda troca a elegância da ameaça por discursos de controle, drones e simulacros. Há brilho, bombardeio e uma vontade quase pop de vencer a própria caricatura.
2022–
República das sirenes
O presente vira motim de slogans, guitarras e alarmes. Muse retorna ao formato compacto, mas ainda escreve como quem vê uma cidade inteira entrando em curto.
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