Monstrosity - Screams From Beneath The Surface

Screams From Beneath The Surface

7º álbum de estúdio​

Era

-

7.8

Nota média
de sites de crítica

Brutalidade antiga, dentes novos

Screams From Beneath The Surface soa como um veterano da escola da Flórida entrando na sala e lembrando, sem pedir licença, por que ajudou a construir o lugar. O disco mantém a brutalidade crua de sempre, mas troca a nostalgia preguiçosa por composição mais afiada, riffs que serpenteiam e uma ambição técnica que não fica só no músculo.

As críticas do lançamento apontam justamente esse equilíbrio: pancadaria com cérebro, peso com arquitetura, violência com acabamento de gente que já viu modas nascerem e morrerem. “Banished to the Skies” abre tudo como um monólito torto e sombrio, enquanto “The Colossal Rage” e “The Atrophied” mostram uma banda menos interessada em soar jovem do que em soar perigosa.

Ed Webb entra rasgando o ar com autoridade, e a produção mistura o corte moderno do Audiohammer com a ferrugem nobre do Morrisound. Não reinventa a roda, mas faz a roda passar por cima de bastante coisa.

Destaques

2 – The Colossal Rage
3 – The Atrophied
1 – Banished to the Skies

Menos ouvidas

9 – The Dark Aura
10 – Veil of Disillusion

Fatos interessantes

• É o sétimo álbum de estúdio do Monstrosity e o primeiro desde The Passage of Existence, lançado em 2018.

• O disco saiu pela Metal Blade Records em 13 de março de 2026, com 10 faixas e cerca de 42 minutos.

• “The Colossal Rage” foi o primeiro single e ganhou clipe dirigido por Thomas Crane, da Kill Devil Films.

• “The Atrophied” também foi lançado como single antes do álbum, reforçando a campanha de divulgação nas semanas finais de pré-lançamento.

• A gravação foi dividida entre o Audiohammer Studios e o lendário Morrisound Studios, combinando pegada moderna e pedigree histórico do death metal da Flórida.

• Jason Suecof cuidou de bateria, baixo e mixagem, enquanto Jim Morris, Mark Prator e BJ Ramone trabalharam nas partes de voz, guitarras e masterização.

• A arte de capa foi creditada oficialmente a Timbul Cahyono e destacada pela gravadora como uma criação orgânica, sem uso de IA.

• A divulgação oficial apresentou o retorno de Mark van Erp, baixista da formação clássica, como parte central da “revitalização” da banda.

• A recepção inicial foi majoritariamente positiva, com elogios ao equilíbrio entre brutalidade old school, técnica e composição mais refinada.

• No mesmo ciclo do álbum, a banda anunciou a turnê europeia “Screams Across Europe Tour 2026” com Bio-Cancer, Reject The Sickness e Deadwood.

Produção

Jason Suecof, Jim Morris, Mark Prator, BJ Ramone

Mudança de line

Em relação a The Passage of Existence, saíram Mike Hrubovcak e Mike Poggione, enquanto entraram Ed Webb e Mark van Erp, que retornou ao posto de baixista após anos como músico de turnê. Justin Walker também substituiu Mark English na guitarra líder nesse intervalo, embora no crédito principal deste álbum apareça como participação adicional.

Formação

Ed Webb – voz
Matt Barnes – guitarra
Mark van Erp – baixo elétrico
Lee Harrison – bateria

Músicos adicionais
Justin Walker – guitarra adicional

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