Living Colour - Stain

Stain

3º álbum de estúdio​

Era

Raio de Identidade (1988–1993)

7.4

Nota média
de sites de crítica

Chinelo pesado: o lado sombrio do Living Colour

Em Stain, o Living Colour deixa a mistureba funky dos discos anteriores para mergulhar num som mais escuro e carregado—é como se tivessem trocado as cores vibrantes por tons de chumbo. A produção de Ron Saint Germain casou perfeitamente com a nova pegada metálica da banda, dando às guitarras de Vernon Reid uma serragem ácida digna de thrash e ao baixo de Wimbish um timbre profundo, quase industrial.

As letras tratam de outsiders, esgotamento e urgência urbana—vide Go Away ou Postman, que soam como um soco no estômago. Ao mesmo tempo, ainda há respiros experimentais: Nothingness, com ambientações de grilos e guitarra etérea, é quase um suspiro melancólico em meio ao caos. Comparado a Time’s Up, Stain é menos eclético, mas muito mais direto—é um disco de maturidade turbulenta, onde a banda diz “chega de rótulos, vamos botar pra quebrar”.

Destaques

3 – Leave It Alone
8 – Nothingness
2 – Ignorance Is Bliss

Menos ouvidas

12 – Wall
7 – Never Satisfied

Fatos interessantes

• Foi gravado nos estúdios Bearsville (Woodstock, NY) e Long View Farm (Massachusetts), com clima introspectivo.

• Teve seu período fora de catálogo entre meados dos anos 1990 e início dos anos 2010 por disputa judicial sobre o nome “Stain”.

• Capa com mulher de brank foi feita para refletir a sensação de aprisionamento e censura.

• Primeiro disco com Doug Wimbish, que trouxe grooves mais densos e sombras sonoras.

• “Leave It Alone” foi indicado ao Grammy de 1994 como Melhor Performance Hard Rock.

• A faixa “Nothingness” abre com grilos e guitarra atmosfera, escrita por Will Calhoun em homenagem ao pai.

• Letras abordam temas como alienação, racismo (Ausländer), e a fúria silenciosa de viver na cidade.

• Reinterpretado em 2018 como “dark horse” do metal alternativo, elogiado por AllMusic e Loudwire.

• Faixa “This Little Pig” inclui amostra dos desdobramentos do caso Rodney King no começo.

Produção

Ron Saint Germain, Living Colour

Mudança de line

O baixista Muzz Skillings saiu em 1992. Foi substituído por Doug Wimbish, trazendo uma pegada mais intensa ao baixo e experimentações com ambientações e efeitos, mudando o peso sonoro da banda.

Formação

Corey Glover – voz
Vernon Reid – guitarra, sintetizador de guitarra
Doug Wimbish – baixo, ambientações
Will Calhoun – bateria, percussão

Músicos adicionais
Andrew Fairley – vocais (“Hemp”)
Bernard Fowler – backing vocals (“Never Satisfied”)

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