Glorious Depravity - Death Never Sleeps

Death Never Sleeps

2º álbum de estúdio​

Era

Martírio Suntuoso (2020–2025)

7.3

Nota média
de sites de crítica

Sangue, suor e ossos expostos

Neste Death Never Sleeps, a Glorious Depravity traz um soco direto ao estômago dos fãs de death metal old school — imagine a essência brutal de bandas como Morbid Angel ou Suffocation, remasterizada com clareza moderna e riffs que parecem lâminas afiadas. A produção de Joe Cincotta e Ryan Williams dá ao álbum uma nitidez que contrasta com a sujeira sônica das inspirações da banda.

Enquanto o debut tinha uma atmosfera mais arrastada, quase telúrica, este álbum acelera o motor e engata a marcha alta — as guitarras de Matt Mewton e George Paul vomitam leads furiosos, o baixo de McKinney ruge junto com a bateria de Grigg que parece alicerce de demolição, e Doug Moore domina a voz com guturais que alternam entre o rugido cavernoso e o berro histérico. A temática lírica toca tanto no horror corpóreo quanto em críticas sociais — “Slaughter the Gerontocrats” já anuncia o tom com sarcasmo vingativo.

Não é um álbum revolucionário, mas entrega exatamente o que promete: death metal eficiente, implacável e bem executado. Para quem esperava inovação radical, pode haver decepção; para quem quer headbangar na lama sonora, é um prato cheio.

Destaques

1 – Slaughter the Gerontocrats
3 – Freshkills Poltergeist
9 – Death Never Sleeps

Menos ouvidas

4 – Sulphrous Winds (Howling Through Christendom)
6 – The Devouring Dust

Fatos interessantes

• O álbum foi gravado e mixado por Joe Cincotta (famoso por trabalhar com Suffocation e Obituary) e masterizado por Ryan Williams (The Black Dahlia Murder).

• A arte da capa é assinada por Dan Seagrave, lendário ilustrador de capas de death metal.

• A banda se autodeclara “supergrupo” underground — seus membros vêm de outras bandas de metal como Pyrrhon, Woe e Gravesend.

• Faixa de abertura, “Slaughter the Gerontocrats”, mistura sarcasmo social com brutalidade sonora, direcionando a fúria para “velhos que exploram o futuro”.

• Duração total do álbum é relativamente contida (~34 minutos), o que evita desgaste e mantém impacto direto.

• Mesmo sendo o segundo álbum completo, a banda parece ter “acertado a mão” mais aqui do que no primeiro, segundo algumas resenhas.

• Apesar do som “old school”, a produção moderna ajuda a destacar cada instrumento, o que gera certo contraste com a tradição lo‑fi do gênero.

• Uma crítica apontou que embora o álbum seja “muito bom”, algumas músicas não atingem o nível das melhores e os momentos “menos fortes” puxam o nível para baixo.

• O álbum foi lançado pelo selo Transcending Obscurity Records, focado em metal extremo.

• A letra de “Necrobiotic Enslavement” começa com descrição de experimentos científicos em cadáveres — horror visceral com narrativa.

Produção

Joe Cincotta, Ryan Williams

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

Doug Moore – voz principal
Matt Mewton – guitarra solo
George Paul – guitarra solo
John McKinney – baixo elétrico
Chris Grigg – bateria

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