Faith No More - Album of the Year

Album of the Year

6º álbum de estúdio​

Era

Versatilidade e inquietação criativa (1995–1997)

7.5

Nota média
de sites de crítica

O Crepúsculo da Primeira Era

Aqui o Faith No More se recolhe para dentro — não por cansaço, mas por consciência estética. Depois da explosão policromática de King for a Day, a banda opta por um álbum de clima denso, contido e melancólico, com composições mais diretas e arranjos econômicos. O tom é de fim de era: melodias introspectivas, guitarras precisas e uma atmosfera que sugere transição e despedida.

Esse foco renovado dá ao disco um senso de coesão raro na fase pós-Angel Dust. Longe do caos estilístico anterior, Album of the Year funciona como fechamento elegante — uma obra que, embora subestimada no lançamento, acabou ganhando respeito por sua maturidade emocional e sua identidade soturna.

Destaques

7 – Ashes to Ashes
3 – Last Cup of Sorrow
2 – Stripsearch

Menos ouvidas

11 – Home Sick Home
10 – Paths of Glory

Fatos interessantes

• Primeiro álbum com Jon Hudson, cuja presença estabilizou a guitarra após anos de transição e tensões internas.

• Foi o único da banda a atingir o topo das paradas na Austrália e Nova Zelândia — sucesso tardio e surpreendente.

• “Ashes to Ashes” tornou-se um dos singles mais celebrados da carreira, ressurgindo em rankings anos depois.

• O clima de despedida não era oficial, mas podia ser sentido nas letras e nos arranjos mais contidos.

• A banda experimentou menos estilos, focando em densidade, atmosfera e melodias mais melancólicas.

• O título irônico — Album of the Year — foi recebido com humor e estranhamento pela imprensa.

• A recepção inicial foi fria, mas revisões modernas destacam a coesão e a força emocional do disco.

• Muitas faixas surgiram de jams em estúdio, algo incomum para a banda na época.

• A turnê posterior foi marcada por tensão interna e desgaste, prenunciando o hiato que viria.

• Com o tempo, tornou-se um favorito silencioso entre fãs que apreciam a fase mais sombria e contida.

Produção

Roli Mosimann, Billy Gould

Mudança de line

Saiu Trey Spruance (e depois Dean Menta na turnê); entrou Jon Hudson como guitarrista permanente.

Formação

Mike Patton – vocals
Billy Gould – bass
Roddy Bottum – teclados
Mike Bordin – bateria
Jon Hudson – guitarra

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