Beck Hansen fez da colisão de estilos uma linguagem própria. Surgido da cena alternativa de Los Angeles, transformou folk, hip hop, funk, ruído, eletrônica e canção melancólica em discos que raramente repetem a mesma fórmula.
O sucesso de “Loser” abriu a porta, mas álbuns como Odelay, Sea Change e Morning Phase mostraram um autor capaz de alternar ironia, experimentação e intimidade. Ride Lonesome, de 2026, retoma seu lado contemplativo sem apagar a inquietação que atravessa a carreira.
Por que ouvir Beck?
”Para ouvir a música americana se desmontar e se recombinar em formas inesperadas.
Faixas essenciais
Loser
Mellow Gold
Where It's At
Odelay
E-Pro
Guero
Everybody's Gotta Learn Sometime
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Devils Haircut
Odelay
Fases da carreira
1993–
1994
Colagem de porão
Gravações lo-fi, folk torto e hip hop caseiro formam o laboratório que leva Beck do circuito independente ao estouro improvável de “Loser”.
1996–
1999
A máquina de samples
Odelay amplia a colagem com os Dust Brothers; Mutations vira para a canção e Midnite Vultures exagera funk e art-pop até o limite da caricatura.
2002–
2006
Coração em baixa rotação
Sea Change troca a ironia por perda e orquestração; Guero e The Information recolocam batidas, samples e humor em primeiro plano.
2008–
2014
Do ruído ao Grammy
Modern Guilt comprime psicodelia e ansiedade; Morning Phase reaparece anos depois com acústicos espaçosos e uma solenidade que amplia seu alcance.
2017–
Pop de superfície, espaço interior
Colors e Hyperspace perseguem brilho eletrônico; Ride Lonesome volta ao Beck introspectivo, acústico e cinematográfico de suas fases mais vulneráveis.

