O Anthrax levou o thrash metal nova-iorquino para fora da ortodoxia: velocidade e riffs convivem com humor, hardcore, cultura pop e uma abertura rara a cruzamentos de linguagem.
A formação mudou várias vezes, sobretudo no vocal, mas Scott Ian e Charlie Benante mantiveram uma identidade rítmica imediatamente reconhecível. Among the Living é o centro histórico do catálogo; a volta de Joey Belladonna reenergizou Worship Music e For All Kings, seguida em 2026 por Cursum Perficio.
Por que ouvir Anthrax?
”Thrash metal com cotovelos de hardcore, senso de humor e uma curiosidade que nunca coube bem em cercas de gênero.
Fases da carreira
1984–
1985
Nova York aprende a correr
Fistful of Metal registra a formação inicial; Spreading the Disease traz Joey Belladonna e define o contraste entre riffs agressivos, bateria elástica e vocal melódico.
1987–
1990
Mosh, quadrinhos e concreto
Among the Living vira referência do thrash; State of Euphoria e Persistence of Time ampliam peso e ambição, enquanto a banda faz do humor e da cultura pop parte do metal.
1993–
1998
A voz muda, o peso muda
Com John Bush, o Anthrax troca parte da velocidade por densidade, groove e um registro vocal mais grave. O período reage ao metal alternativo sem simplesmente imitá-lo.
2003–
2003
Sobrevivência em baixa rotação
We've Come for You All concentra a formação de John Bush em um disco musculoso e moderno, antes de anos de instabilidade, reuniões e mudanças no posto de vocalista.
2011–
2016
Belladonna outra vez
O retorno de Joey Belladonna reconecta melodia e thrash sem tentar congelar os anos 1980. Worship Music e For All Kings soam como continuidade adulta, não como restauração.
2026–
A longa despedida que não termina
Após dez anos sem álbum de estúdio, Cursum Perficio chega com a formação estabilizada e um título de encerramento que a própria banda não trata como anúncio de fim.
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