Alice Caymmi carrega um sobrenome monumental sem se ajoelhar diante dele. Do canto sombrio e elegante da estreia ao pop ferido de Rainha dos Raios, do corpo eletrônico de Alice à dramaturgia de Electra e Imaculada, ela fez da linhagem um campo de risco.
Sua música troca reverência por tensão: canta como quem acende uma sala escura e deixa aparecer desejo, teatro, ruína e beleza.
Por que ouvir Alice Caymmi?
”Uma voz brasileira que transforma herança em incêndio, espelho e faca.
Faixas essenciais
Princesa
Rainha dos Raios
Andança
Danilo Caymmi e Amigos
Louca
Dizem Que Sou Louca
Filhos do Arco-Íris
Filhos do Arco-Íris
Me Leva
Me Leva
Fases da carreira
2012–
2014
O sangue antigo aprende a morder
A estreia e Rainha dos Raios afirmam uma cantora de linhagem nobre, mas inquieta, que troca solenidade por sombra, versão pop e tensão dramática.
2018–
2019
Neon, novela e desejo em curto-circuito
Alice e Electra mergulham no pop, na eletrônica e na performance, abrindo a canção para o corpo, o excesso e a personagem que canta de dentro da ferida.
2021–
A santa profana no próprio altar
Em Imaculada, a escrita autoral ganha centro: menos máscara de intérprete, mais confissão oblíqua, pulsação digital e liturgia íntima do desejo.
