Adriana Calcanhotto saiu de Porto Alegre com um violão e um olhar de artista plástica: canções de traço fino, em que palavra, silêncio e imagem pesam o mesmo.
Desde Enguiço, de 1990, passou por Senhas, A Fábrica do Poema, Maritmo e Maré, alternando o pop luminoso de “Mentiras” e “Vambora” com experimentos de poesia concreta. Criou ainda o heterônimo Partimpim para o público infantil. Uma obra que trata a canção como objeto de arte sem perder a delicadeza popular.
