Faith No More - King for a Day... Fool for a Lifetime

King for a Day... Fool for a Lifetime

5º álbum de estúdio​

Era

Versatilidade e inquietação criativa (1995–1997)

8.0

Nota média
de sites de crítica

Explosão de Caos Criativo

O álbum apresenta uma banda fascinada pela liberdade absoluta: em vez de misturar estilos dentro de uma mesma faixa, o Faith No More passa a tratar cada música como um universo próprio. O resultado é um mosaico imprevisível, onde punk, soul, jazz-funk, metal extremo, country torto e até clima de lounge coexistem sem pedir permissão. Essa ousadia desconcertou parte da crítica na época, mas hoje evidencia a fase mais destemida e teatral do grupo.

Com produção mais crua e incisiva, o disco transforma caos em identidade artística. É um trabalho que desarma expectativas, abraça o risco e revela uma maturidade anárquica que só a banda poderia alcançar naquele período turbulento.

Destaques

3 – Evidence
4 – The Gentle Art of Making Enemies
9 – Digging the Grave

Menos ouvidas

13 – The Last to Know
12 – What a Day

Fatos interessantes

• Primeiro álbum totalmente sem Jim Martin, marcando ruptura estética e comportamental dentro da banda.

• Trey Spruance gravou todas as guitarras, mas não participou da turnê — uma decisão que alimentou rumores e mitos entre fãs.

• As sessões foram intensas e caóticas, com a banda abraçando a ideia de que nenhuma faixa precisava soar semelhante à anterior.

• “Digging the Grave” tornou-se o single mais direto e agressivo do período pós-Angel Dust.

• O álbum hoje é visto como o mais experimental da fase Patton, ultrapassando até Angel Dust em imprevisibilidade.

• O disco conversava com a estética fragmentada dos anos 90, antecipando o ecletismo das bandas alternativas posteriores.

• A produção de Andy Wallace trouxe peso e clareza, contrastando com a variedade absurda de estilos.

• “Evidence” ganhou notoriedade por soar como uma banda de soul dos anos 70 — algo inédito no metal alternativo.

• A crítica da época não entendeu sua abordagem, mas o álbum envelheceu como cult absoluto.

• É considerado por fãs uma síntese da “liberdade total” do Faith No More pós-sucesso.

Produção

Andy Wallace

Mudança de line

Saiu Jim Martin (guitarra), por diferenças musicais; entrou Trey Spruance para a gravação — primeiro álbum sem Jim Martin.

Formação

Mike Patton – vocals
Billy Gould – bass, guitarras
Roddy Bottum – teclados, guitarras
Mike Bordin – bateria
Trey Spruance – guitarra
extra: Dean Menta – guitarra (turnê)

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