Vitriol - Semper Tecui

Semper Tecui

2º álbum de estúdio​

Era

-

8.8

Nota média
de sites de crítica

O retorno em forma de cicatriz

Depois de um hiato enorme, os Inner Vitriol voltam como quem abre uma porta enferrujada de cela e encontra lá dentro um disco cheio de ecos, peso e grandiosidade. Semper Tacui transforma tempo, repressão e identidade em prog metal de sangue quente e arquitetura fria, daqueles que parecem desenhados em pedra, mas respiram como drama humano.

O álbum anda entre o escuro solene do Queensrÿche, o teatro emocional do Pain of Salvation e um perfume claramente italiano de prog setentista, sem soar museológico. Há músculo nas guitarras, melodrama na medida certa e um senso de narrativa que faz as seis faixas parecerem capítulos de uma mesma cicatriz.

Geoff Tate e Andy Kuntz não entram como enfeite de luxo: ajudam a empurrar o disco para um patamar mais nobre, quase cinematográfico.

Destaques

4 – Weaker and Fading
3 – Waterfall
2 – On a Cold Floor

Menos ouvidas

5 – Upon the First Ray of My Last Sun
6 – I See the Flames

Fatos interessantes

• O disco é um concept album centrado no Tempo e inspirado nos grafites das celas do Palazzo Chiaromonte-Steri, antigo cárcere da Inquisição em Palermo.

• O título em latim, Semper Tacui, significa algo como “sempre permaneci em silêncio”, reforçando a ideia de resistência interior do personagem conceitual.

• O álbum foi gravado no Black Crow Recording Studio, em Bolonha.

• A mixagem ficou por conta de Marco Barusso, nome ligado ao Lacuna Coil.

• A masterização foi feita por Marco D’Agostino, também associado a trabalhos com Lacuna Coil e Folkstone.

• Geoff Tate participa em “Weaker and Fading”, enquanto Andy Kuntz aparece em “On a Cold Floor”.

• Gianluca Pappalardo, ex-vocalista da fase antiga da banda, também surge como convidado em “On a Cold Floor”.

• A banda promoveu o disco com os singles “Weaker and Fading” e “Waterfall”.

• O intervalo entre este álbum e o anterior de estúdio foi de cerca de 14 anos, o que virou tema recorrente nas resenhas sobre o retorno.

• A recepção inicial foi muito favorável, com resenhas descrevendo o disco como maduro, emocionante e até “clamoroso”.

Produção

Marco Barusso, Marco D’Agostino

Mudança de line

Em relação a Into the Silence I Sink (2012), saíram o vocalista Gianluca Pappalardo, os guitarristas Alessandro Sanfilippo e Tommaso Semrov, além do tecladista Andrea Roda/Pierangelo Carvello. Entraram Gabriele Gozzi nos vocais e Michele Di Lauro na guitarra; os teclados deixaram de ser uma função fixa de um membro exclusivo e passaram a aparecer ligados ao trabalho de Francesco Lombardo.

Formação

Gabriele Gozzi – voz
Michele Di Lauro – guitarra
Francesco Lombardo – baixo, teclados e voz falada
Michele Panepinto – bateria

Músicos adicionais
Andy Kuntz – voz convidada
Geoff Tate – voz convidada
Gianluca Pappalardo – voz convidada

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