The Wytches - Talking Machine

Talking Machine

5º álbum de estúdio​

Era

Aparição Incógnita (2023–presente)

6.8

Nota média
de sites de crítica

Máquina que fala e grita

Talking Machine é o grito elétrico e inquieto do The Wytches em uma era de filtros e simulações. Gravado ao vivo, o disco soa como um vendaval vindo de uma garagem enferrujada à beira-mar: barulhento, orgânico e cheio de vida. As guitarras cortam como ondas quebrando em rochas, enquanto a voz de Kristian Bell ecoa com uma urgência quase apocalíptica.

Há algo de hipnótico na forma como o álbum equilibra caos e controle. “Black Ice” traz riffs de surf rock corrompidos pela distorção, enquanto “Is the World Too Old?” mergulha em melancolia sombria. O conceito da “máquina que fala” se mistura à crítica sobre a mecanização da arte e da emoção humana. É um disco que respira tensão e espontaneidade — imperfeito por escolha, humano por necessidade.

Destaques

2 – Black Ice
1 – Talking Machine
7 – Is The World Too Old

Menos ouvidas

10 – Don’t Make It For Me
11 – Romance 2

Fatos interessantes

• Primeiro álbum da banda desde o debut a ser gravado totalmente ao vivo em um estúdio.

• O título “Talking Machine” faz referência ao gramofone de Edison e às ansiedades modernas sobre tecnologia e IA.

• Kristian Bell usou efeitos Leslie para criar uma voz com timbre “mecânico” e surreal.

• A entrada de Bhav Thaker reaproximou o grupo de sua sonoridade original de garagem.

• “Black Ice” nasceu após Bell ouvir “Till the End of the Day”, dos Kinks, e tentar recriar sua energia retrô.

• O disco alterna entre agressividade e calma, refletindo as dualidades da banda.

• As letras exploram a relação entre humanidade, nostalgia e medo do futuro digital.

Produção

Luke Oldfield, The Wytches

Mudança de line

Entrada de Bhav Thaker na bateria, substituindo Demelza Mather. A troca trouxe de volta a energia crua e a dinâmica de gravação ao vivo que a banda havia deixado de lado em seus trabalhos mais recentes.

Formação

Kristian Bell – voz, guitarra, efeitos vocais
Daniel Rumsey – baixo, vocais de apoio
Mark Breed – guitarra, teclados, vocais de apoio
Bhav Thaker – bateria

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