The New Pornographers - The Former Site Of

The Former Site Of

10º álbum de estúdio​

Era

-

7.8

Nota média
de sites de crítica

Power pop em câmera lenta

The Former Site Of é o tipo de disco que entra na sala sem arrombar a porta: em vez de refrões que pulam no pescoço, ele prefere acender uma luz fraca e deixar a ansiedade contemporânea sentar no sofá. A banda ainda soa como The New Pornographers, mas agora como se tivesse trocado o açúcar turbo dos velhos hinos por um copo de vinho amargo, cordas discretas e harmonias que flutuam feito fumaça.

As críticas convergem nessa virada mais meditativa, melancólica e menos imediata, ainda que faixas como “Votive” e a faixa-título mostrem que o grupo não desaprendeu a crescer até explodir. É um álbum de personagens à beira do colapso, escrito com delicadeza de conto curto e cara de ressaca emocional coletiva.

Não tem o brilho instantâneo dos clássicos da banda, mas compensa com textura, maturidade e um coração cansado que bate bonito.

Destaques

6 – Votive
2 – Pure Sticker Shock
4 – Spooky Action

Menos ouvidas

7 – Wine Remembers the Water
8 – Calligraphy

Fatos interessantes

• Este é o décimo álbum de estúdio do The New Pornographers.

• Foi o primeiro disco da banda desde Brill Bruisers (2014) sem Joe Seiders.

• As baterias originais do álbum foram descartadas e regravadas com Charley Drayton após a saída de Seiders.

• A produção ficou a cargo de A.C. Newman, mantendo a linha mais autoral da fase recente do grupo.

• O álbum foi gravado em vários estúdios espalhados entre os EUA e a Colúmbia Britânica, reforçando o método fragmentado de criação da banda.

• “Ballad of the Last Payphone” surgiu antes do anúncio oficial do álbum e existia numa versão anterior ao processo de regravação.

• Segundo a apresentação do Bandcamp, o disco funciona como uma coleção de dez “contos” sobre pessoas em extremos pessoais e sociais.

• Uma das diferenças em relação a discos antigos é que não há aqui uma faixa com Neko Case sozinha nos vocais.

• “Bonus Mai Tais” foi destacada pela crítica por tratar mortalidade e amizade, tendo sido escrita sobre um amigo com câncer.

• A recepção inicial foi positiva, mas com um consenso curioso: menos ganchos imediatos, mais clima, sutileza e peso emocional.

Produção

A.C. Newman

Mudança de line

Em relação a Continue as a Guest, o grande rompimento foi a saída do baterista Joe Seiders, desligado da banda em 2025 após sua prisão. Como consequência, o grupo descartou as baterias já gravadas e refez essa parte do disco com o músico de sessão Charley Drayton, embora ele apareça como colaborador adicional, não como membro oficial da formação.

Formação

A.C. Newman – voz, guitarra, baixo, teclados
John Collins – baixo, guitarra, teclados
Kathryn Calder – teclados, voz
Neko Case – voz
Todd Fancey – guitarra

Músicos adicionais
Charley Drayton – bateria
Zach Djanikian – baixo, guitarra, mandolim, saxofones soprano e tenor
Macie Stewart – cordas
JP Carter – trompete, efeitos
Nora Stanley – saxofones alto e tenor
Paul Rigby – pedal steel
Nora O’Connor – voz

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