Flowers

9º álbum de estúdio​

Era

Renovação Contemporânea (2022–presente)

6.5

Nota média
de sites de crítica

Flores no campo da agressão

Em Flowers, The Devil Wears Prada se aventura fora dos terrenos familiares do metalcore pesado rumo a um som mais acessível, quase pop/alternativo com guitarras — como se trocassem o mosher pela pista de dança com still riffs. O disco abraça melodias maiores, refrões amplificados e produção que privilegia textura em vez de esmagamento. Ao mesmo tempo, há momentos onde a velha agressão surge — especialmente em “All Out” — mas é tratada com leveza diferente.

A temática é de maturidade: lidar com o tempo, a passagem dos anos e ainda buscar conexão — “Where The Flowers Never Grow” reflete justamente isso: quando tudo parece dar certo, ainda existe um lugar escuro na mente. Para fãs de longa data, a mudança pode soar desconcertante (algumas críticas apontam que o metal mais cru da fase passada está menos presente).

Em resumo: é um álbum de transição, cheio de ambição e polimento, que tenta florescer (literalmente) num cenário onde a banda parece dizer “somos mais do que ontem, mesmo que pareçamos diferentes”.

Destaques

7 – Ritual
5 – For You
4 – So Low

Menos ouvidas

3 – Everybody Knows
14 – My Paradise

Fatos interessantes

• Marca o retorno da banda após três anos sem lançar álbum de estúdio.

• A sonoridade mais melódica dividiu fãs, mas ampliou o alcance do grupo.

• “Ritual” tornou-se a música mais popular do álbum rapidamente.

• O disco possui 14 faixas, uma das tracklists mais longas da carreira recente.

• Muitos arranjos foram construídos com forte presença de sintetizadores.

• A banda afirmou que este álbum representa uma fase de autoconhecimento.

• O processo de composição teve participação de produtores externos pela primeira vez em larga escala.

• A mistura de agressão e melancolia foi pensada como metáfora para o “florescer” após períodos difíceis.

• Flowers foi descrito pela banda como “o álbum mais emocionalmente honesto” da fase atual.

Produção

Zakk Cervini, Tyler Smyth, Austin Coupe

Mudança de line

O baixista Mason Nagy deixou a banda em julho de 2025. O álbum Flowers foi anunciado com ele ainda listado, mas sua saída foi oficializada pouco antes do lançamento.

Formação

Mike Hranica – voz principal
Jeremy DePoyster – guitarra rítmica & backing vocals / voz limpa
Kyle Sipress – guitarra solo/backing vocals
Jonathan Gering – teclados, programação/backing vocals
Giuseppe Capolupo – bateria/percussão
Mason Nagy – baixo elétrico

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