The Dandy Warhols - Pin Ups

Pin Ups

11º álbum de estúdio​

Era

-

6.0

Nota média
de sites de crítica

Covers com batom borrado

Pin Ups soa como a jukebox de um bar alternativo de Portland depois de meia-noite: familiar, meio esfumaçada e com aquela pose cool que os Dandy Warhols carregam sem precisar pedir licença. Em vez de fazer karaokê de luxo, a banda pega clássicos de The Cure, Gang of Four, The Damned, The Cramps e companhia e joga tudo no próprio liquidificador de psicodelia preguiçosa, guitarras empoeiradas e vocais que parecem vir de um neon quebrado.

O resultado funciona melhor quando o grupo “dandifica” o repertório com malícia e textura, transformando o disco numa carta de amor ao seu DNA musical. As críticas ficaram em terreno morno, mas reconhecem justamente isso: não é um caça-níquel de covers, e sim um arquivo afetivo muito bem vestido.

Falta um pouco de impacto contínuo, é verdade, porém sobra personalidade — e isso, para essa banda, sempre vale mais do que fidelidade comportadinha.

Destaques

14 – Love Song
2 – What We All Want
17 – Inside The Outside

Menos ouvidas

10 – Ripple
15 – Jetboy

Fatos interessantes

• O álbum reúne covers que estavam espalhadas por bônus de edições internacionais, tributos, lados B e arquivos guardados em HDs da banda.

• Zia McCabe disse que o grupo queria juntar esse material “há anos”, e Peter Holmström foi quem finalmente levou a ideia até o fim.

• “Kiss Off”, dos Violent Femmes, saiu como um dos primeiros destaques do projeto, com Zia assumindo os vocais principais.

• O repertório passa por The Cure, Gang of Four, The Clash, Bob Dylan, The Beatles, The Damned, New York Dolls, The Cramps, America e Grateful Dead.

• O título repete de propósito o nome do álbum de covers de David Bowie de 1973, embora Courtney tenha dito que a escolha veio só no fim do processo.

• A própria banda descreve o disco como uma homenagem a artistas que moldaram sua trajetória — e, em muitos casos, amigos ou contemporâneos deles.

• A crítica do theartsdesk destacou que o grupo evita a rota “karaokê” e filtra as músicas por sua estética própria, mais enevoada e áspera.

• A recepção inicial ficou mais para “boa ideia, execução irregular” do que para aclamação, com média crítica morna em agregadores.

• O álbum chegou depois de ROCKMAKER (2024) e Rock ReMaker (2025), fase em que a banda vinha de boa repercussão e até apresentações com a Oregon Symphony.

• No Bandcamp oficial, o lançamento físico saiu em vinil duplo colorido, com edições específicas por território e postcard assinado nas primeiras cópias.

Produção

The Dandy Warhols

Mudança de line

Sem mudanças significativas.

Formação

Courtney Taylor-Taylor – voz, guitarra
Peter G. Holmström – guitarra, teclados
Zia McCabe – teclados, baixo, percussão
Brent DeBoer – bateria, backing vocals

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