Sting - 57th & 9th

57th & 9th

12º álbum de estúdio​

Era

Retorno Rock e Autoral (2013–2019)

6.7

Nota média
de sites de crítica

Sting na encruzilhada: volta ao rock

Sting recua no tempo e veste uma jaqueta de couro imaginária em 57th & 9th, seu álbum roqueiro após mais de uma década de experimentos acústicos e introspectivos. A abertura com “I Can’t Stop Thinking About You” soa como o Police em dia de estrada longa — urgente, direta e cheia de riffs marcantes. O disco segue em ritmo frenético, com temas que vão da saudade (com “50,000” lembrando nomes como Prince e Bowie) à urgência climática em “One Fine Day”.

A faixa “Petrol Head” brilha como um mini-hino da estrada: ácida, bem-humorada, repleta de metáforas mitológicas e crítica velada ao machismo da cultura automobilística. A vulnerabilidade aparece em “The Empty Chair”, inspirada na morte do jornalista James Foley, com uma carga emocional que contrasta com a energia do restante. É um álbum que parece gravado em alta velocidade, com alma de show ao vivo e atitude de guitarrista cansado de esperar o mundo mudar. Um retorno que soa sincero, simples e deliciosamente imperfeito.

Destaques

1 – I Can’t Stop Thinking About You
2 – 50,000
4 – One Fine Day

Menos ouvidas

8 – If You Can’t Love Me
7 – Heading South On The Great North Road

Fatos interessantes

• O álbum foi gravado em apenas três meses, para manter uma sensação urgente.

• Seu título se refere à esquina em Nova York que Sting atravessava para ir ao estúdio Avatar.

• “50,000” foi escrita na semana da morte de Prince como homenagem também a Bowie, Frey e Lemmy.

• “One Fine Day” é uma súplica pela sanidade diante das mudanças climáticas.

• “Inshallah” incorpora influência do Oriente Médio e se inspira no significado de “Se Deus quiser”.

• “The Empty Chair” é dedicada à memória do jornalista James Foley, morto pelo ISIS.

• A versão deluxe inclui três faixas bônus — versões alternativas e um vivo com The Last Bandoleros.—

• Foi o primeiro álbum solo de Sting focado em rock em 13 anos, desde Sacred Love (2003).

• Recebeu indicação ao Oscar por “The Empty Chair” na categoria Melhor Canção Original.

Produção

Martin Kierszenbaum

Mudança de line

57th & 9th marca o retorno de Sting a um formato mais roqueiro e enxuto, contando com colaboradores de longa data como Dominic Miller e Vinnie Colaiuta, além de trazer a contribuição dos músicos do The Last Bandoleros.

Formação

Sting – voz, baixo, guitarra, piano acústico, percussão
Dominic Miller – guitarra, guitarra de 12 cordas, shaker
Lyle Workman – guitarra
Vinnie Colaiuta – bateria
Josh Freese – bateria
Rhani Krija – percussão
Martin Kierszenbaum – teclado, órgão, piano acústico, Mellotron
Rob Mathes – piano acústico

Músicos adicionais
Jerry Fuentes (The Last Bandoleros) – backing vocals, guitarra
Diego Navaira (The Last Bandoleros) – backing vocals, baixo, guitarra (faixa bônus ao vivo)
Derek James (The Last Bandoleros) – backing vocals (faixa bônus ao vivo)
Razan Nassreddine – vocais adicionais, zither
Hazem Nassreddine – zither/percussão
Marion Enachescu – violino
Jean‑Baptiste Moussarie – guitarra
Salam Al Hassan – percussão
Accad Al Saed – percussão
Thabet Azzawi – oud
Nadim Sarrouh – oud
Nabil Al Chami – clarinete

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