Sidious - Malefic Necropolis

Malefic Necropolis

4º álbum de estúdio​

Era

Domínio da Necropole Maléfica (2026–presente)

8.0

Nota média
de sites de crítica

Necropolis: a ascensão do metal sombrio

Em Malefic Necropolis, a Sidious abandona qualquer resquício de contenção e entrega um black metal denso, violento e ritualístico, que soa como um cerco prolongado à sanidade do ouvinte. A banda aposta em riffs cortantes e repetitivos, sustentados por blast beats incessantes, criando uma atmosfera sufocante que remete tanto ao black metal escandinavo clássico quanto à frieza característica da cena britânica. As composições são longas, mas bem encadeadas, evitando a monotonia por meio de variações sutis de andamento e textura.

Há um cuidado maior com ambiência e dinâmica, perceptível nos interlúdios e nas passagens mais cadenciadas, que funcionam como breves respiros antes de novas investidas agressivas. A produção mais clara realça cada instrumento sem polir demais a sujeira essencial do gênero. Embora não reinvente o estilo, o álbum se destaca pela coesão e pela sensação constante de ameaça, consolidando a Sidious como uma banda que entende o black metal como experiência imersiva, não apenas como ataque sonoro.

Destaques

7 – Vortex of Boundless Unlight
6 – Crows Atop the Gallows
1 – Shears of Atropos

Menos ouvidas

3 – Inversion and Collapse
5 – Grave

Fatos interessantes

• O título Malefic Necropolis faz referência a uma “cidade dos mortos” simbólica, representando decadência espiritual e colapso moral.

• As letras exploram temas como niilismo, ritualismo, morte e desumanização, mantendo a tradição lírica do black metal europeu.

• A banda optou por uma produção mais definida sem sacrificar a aspereza, buscando equilíbrio entre clareza e brutalidade.

• Parte das gravações foi feita com takes quase integrais para preservar sensação de urgência e caos orgânico.

• “Bloodlust Command Infinite” foi escolhida como faixa-vídeo por sintetizar a identidade sonora e visual do álbum.

• A participação de Tubal-Qayin em “Rotborn Terror” adiciona camadas vocais mais graves e ritualísticas ao disco.

• O álbum foi apontado por críticos como o trabalho mais coeso e focado da Sidious até agora.

• Comparado ao disco anterior, há menos experimentalismo e mais ênfase em estruturas tradicionais do black metal.

• A arte da capa foi desenvolvida em paralelo à composição do álbum para refletir fielmente o clima das músicas.

• Malefic Necropolis consolidou a banda como um dos nomes mais consistentes do black metal britânico contemporâneo.

Produção

Russ Russell

Mudança de line

Sem mudanças significativas.

Formação

Valdr – bateria
Baalrath – baixo
Isfeth – voz e letras
Indomitus – guitarra e vocais de apoio

Músicos adicionais
Tubal-Qayin – vocais em “Rotborn Terror” (convidado)

Se gostou, também vai gostar de...

Behemoth - Grom
Black metal

Behemoth – Grom

Trovão que anuncia a transição do Behemoth, misturando black metal com elementos épicos e pagãos em uma tempestade sonora única.

Enthroned - Ashspawn
Black metal

Enthroned – Ashspawn

Black metal ritualístico, intenso e atmosférico, unindo violência sonora e misticismo para um dos discos mais sombrios e coesos da carreira.

Outros álbuns do mesmo ano

Poppy - Empty Hands
Alternative Rock

Poppy – Empty Hands

Rock industrial direto e abrasivo, com guitarras pesadas e letras de desgaste emocional. Empty Hands é confronto, não alívio.

Artio - Soul Rot
Alt-rock

Artio – Soul Rot

Rock alt-emocional e eletrônico que transforma frustração e burnout em energia crua, com colaborações marcantes e letras intensas.