Puscifer - Normal Isn't

Normal Isn't

5º álbum de estúdio​

Era

Simulações Pós-Humanas (2020–2026)

7.6

Nota média
de sites de crítica

Gótico, estranho e deliberadamente lento

Normal Isn’t mergulha Puscifer de cabeça em uma estética mais sombria, flertando sem pudor com o gótico eletrônico e o industrial minimalista. O humor absurdo e o sarcasmo característicos continuam ali, mas agora vestidos de couro preto, sintetizadores frios e batidas mecânicas que soam quase clínicas.

O álbum aposta mais em atmosfera do que em impacto imediato, criando um clima denso, introspectivo e por vezes desconfortável. As vozes de Maynard e Carina se alternam como narradores de um ritual pós-apocalíptico, enquanto os arranjos evitam explosões grandiosas, preferindo crescendos sutis e repetitivos. Parte da crítica aponta certa monotonia e falta de ganchos memoráveis, mas há consenso de que Normal Isn’t é um disco coeso, ousado e fiel à proposta artística da banda, mesmo que exija paciência do ouvinte.

Destaques

4 – Self Evident
8 – Pendulum
9 – Impetu0us

Menos ouvidas

10 – Seven One
11 – The Algorithm – Sessanta Live Mix

Fatos interessantes

• Normal Isn’t foi descrito pela própria banda como um “disco de desconforto consciente”, pensado para não soar acolhedor nem imediato.

• É considerado por muitos críticos o trabalho mais próximo do darkwave e do gótico eletrônico já feito por Puscifer.

• Maynard James Keenan afirmou que o álbum nasceu da observação do “esgotamento emocional coletivo” no pós-pandemia.

• O disco evita refrões tradicionais de propósito, reforçando a sensação de ciclo, repetição e claustrofobia.

• Carina Round assume um papel vocal mais narrativo, quase como uma segunda protagonista conceitual do álbum.

• Os sintetizadores analógicos dominam a mixagem, enquanto guitarras aparecem de forma contida e atmosférica.

• Parte da crítica comparou o clima do álbum a trilhas de filmes distópicos e séries de ficção científica sombria.

• O humor característico do Puscifer está presente, mas de forma mais seca e irônica do que cômica.

• O álbum foi apontado como deliberadamente “antipop”, rejeitando estruturas comerciais mesmo dentro do rock alternativo.

• Normal Isn’t dividiu fãs antigos: alguns elogiaram a coragem artística, enquanto outros sentiram falta de dinamismo.

Produção

Mat Mitchell

Mudança de line

Sem mudanças significativas.

Formação

Maynard James Keenan – voz
Carina Round – voz, percussão
Mat Mitchell – guitarra, baixo, teclados, programação
Gunnar Olsen – bateria, percussão

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