Megadeth - Megadeth

Megadeth

17º álbum de estúdio​

Era

Epitáfio do Thrash (2022–2026)

6.3

Nota média
de sites de crítica

Ciclo fechado: metal até o fim

O álbum Megadeth (2026) funciona como um resumo sonoro da carreira dos americanos: traz riffs cortantes e velocidades que remetem ao auge thrash do grupo, especialmente nos hinos “Tipping Point” e “Let There Be Shred”, mas também caminha por territórios mais melódicos e reflexivos, lembrando nuances de fases como Countdown to Extinction.

No entanto, a recepção crítica é mista: embora tenha momentos de grande energia e ganchos fortes, alguns revisores apontam que a segunda metade perde impacto, com material que soa menos inspirado ou repetitivo — um sentimento de que a banda está revisitando fórmulas familiares mais do que inventando novas.

O fechamento com uma versão reimaginada de Ride the Lightning (cover/bonus) é um gesto simbólico e polêmico: revisitar um clássico que Dave Mustaine co-escreveu antes de sua saída do Metallica adiciona um ar de “ciclo fechado”, embora não surpreenda musicalmente.

Destaques

1 – Tipping Point
2 – I Don’t Care
4 – Let There Be Shred

Menos ouvidas

9 – I Am War
10 – The Last Note

Fatos interessantes

• O álbum foi anunciado como o último da banda, com Dave Mustaine descrevendo o processo como “exaustivo, porém necessário para encerrar a história corretamente”.

• As composições começaram ainda durante a turnê de The Sick, the Dying… and the Dead!, com várias músicas sendo testadas em jams de passagem de som.

• Teemu Mäntysaari teve participação ativa nos arranjos de guitarra, mas seguiu diretrizes rígidas de estilo impostas por Mustaine.

• As letras refletem temas recorrentes de legado, mortalidade e frustração política, reforçando o tom de despedida do disco.

• Parte da crítica apontou o álbum como uma “carta de amor ao thrash clássico”, enquanto outros o classificaram como excessivamente seguro.

• A produção priorizou guitarras secas e bateria orgânica, reduzindo camadas digitais usadas em trabalhos anteriores.

• Dave Mustaine revisitou ideias antigas não utilizadas em álbuns dos anos 90, retrabalhando riffs arquivados há décadas.

• O disco foi mixado pensando em performance ao vivo, o que explica a estrutura direta e refrões menos elaborados.

• Algumas faixas foram criticadas por soarem semelhantes entre si, especialmente na segunda metade do álbum.

• O lançamento coincidiu com o anúncio de uma turnê final prolongada, reforçando o caráter definitivo do trabalho.

Produção

Dave Mustaine, Chris Rakestraw

Mudança de line

Este trabalho marca a estreia de Teemu Mäntysaari como guitarrista oficial, ocupando o posto deixado por Kiko Loureiro. James LoMenzo continua no baixo após seu retorno recente, mantendo a base rítmica estável, enquanto a banda opta por consolidar a formação em vez de experimentar novas mudanças.

Formação

Dave Mustaine – voz, guitarra
Teemu Mäntysaari – guitarra
James LoMenzo – baixo elétrico
Dirk Verbeuren – bateria

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