Mayhem - De Mysteriis Dom Sathanas

De Mysteriis Dom Sathanas

1º álbum de estúdio​

Era

Evangelho do Caos Original (1994)

9.3

Nota média
de sites de crítica

O som que cristalizou o mito

Forjado em meio a uma sucessão de eventos extremos — o suicídio do vocalista Dead, o assassinato de Euronymous por Varg Vikernes e a onda de incêndios criminosos a igrejas na Noruega — o álbum cristaliza o black metal norueguês como movimento estético, ideológico e sonoro. A atmosfera é densa, cerimonial e deliberadamente arrastada, substituindo a urgência punk por uma solenidade quase fúnebre. Riffs minimalistas, bateria precisa e espaçada e vocais ritualísticos constroem uma sensação de liturgia profana, mais próxima de um manifesto do que de um simples disco de metal.

Em contraste com o material anterior, mais cru e caótico, o álbum aposta no controle absoluto da tensão, influenciando gerações ao definir o black metal como algo além da velocidade e do ruído. Seu impacto ultrapassa a música: tornou-se um marco cultural, frequentemente citado como o ponto em que o gênero deixou de ser underground difuso para se tornar um cânone sombrio, reverenciado e debatido até hoje.

Destaques

2 – Freezing Moon
1 – Funeral Fog
8 – De Mysteriis Dom Sathanas

Menos ouvidas

7 – Buried by Time and Dust
6 – From the Dark Past

Fatos interessantes

• As gravações começaram antes da morte de Dead e se estenderam por diferentes fases turbulentas da banda, tornando o álbum um mosaico de períodos distintos

• Euronymous foi assassinado meses antes do lançamento, transformando o disco em um epitáfio involuntário de sua visão artística

• Varg Vikernes gravou o baixo enquanto aguardava julgamento, e seu instrumento foi intencionalmente enterrado na mix final

• Os vocais de Attila Csihar foram inspirados em cantos litúrgicos e ópera experimental, algo inédito no black metal da época

• A arte da capa, com a Catedral de Nidaros, provocou controvérsia imediata por seu simbolismo anticristão

• O álbum ajudou a definir o “som norueguês” como frio, espaçado e atmosférico, em oposição à agressividade caótica sueca

• Muitos riffs foram compostos anos antes, ainda no fim dos anos 80, mas só ganharam forma definitiva aqui

• Tornou-se referência obrigatória para bandas da segunda onda do black metal mundial

• Apesar do status lendário atual, recebeu críticas mistas no lançamento por sua produção e andamento lento

• Frequentemente citado como um dos álbuns mais influentes e mitificados da história do metal extremo

Produção

Øystein Aarseth

Mudança de line

Necrobutcher já havia saído em 1991. Dead entra como vocal definitivo; Varg assume o baixo durante as gravações.

Formação

Dead – vocais
Euronymous – guitarra
Varg Vikernes – baixo
Hellhammer – bateria

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