Lion's Share - Inferno

Inferno

7º álbum de estúdio​

Era

-

7.3

Nota média
de sites de crítica

Metal old school em brasa

Inferno chega como um retorno tardio, mas não sonolento: é o tipo de disco que abre a porta já chutando o batente, com riffs que parecem ter sido forjados entre os fantasmas de Dio, Sabbath e Judas Priest. Lion’s Share não tenta reinventar a roda; prefere colocar espinhos nela, polir o aro e descer a ladeira em alta velocidade.

O álbum soa como um carro clássico sueco turbinado com gasolina oitentista: barulhento, orgulhoso e sem vergonha nenhuma de exibir suas referências. Há momentos em que a homenagem beira o espelho, mas a execução segura, os solos afiados de Lars Chriss e o clima épico evitam que a coisa desande para karaokê de metal antigo. Quando funciona, funciona muito bem; quando exagera na fórmula, ainda assim diverte.

No fim, é menos uma revolução e mais um brinde de punho erguido ao heavy metal tradicional.

Destaques

2 – We Are What We Are
5 – Baptized in Blood
1 – Pentagram

Menos ouvidas

6 – Live Forever
4 – The Lion’s Trial

Fatos interessantes

• Inferno é o primeiro álbum de estúdio do Lion’s Share em 17 anos, encerrando o hiato iniciado após Dark Hours, de 2009.

• Este é o sétimo disco de estúdio da banda sueca.

• A banda vinha preparando o terreno há anos: várias faixas do álbum já tinham aparecido antes como singles, como “We Are What We Are”, “Run for Your Life” e “We Will Rock”.

• Desde 2017, o Lion’s Share passou a operar basicamente como uma dupla formada por Lars Chriss e Nils Patrik Johansson, chamando colaboradores para completar a sonoridade.

• O cofundador Kay Backlund reaparece no entorno do projeto contribuindo com teclados, o que dá ao retorno um gostinho de reunião de família metálica.

• A recepção crítica foi boa, mas não unânime: houve quem tratasse o disco como um retorno vital e empolgante, enquanto outros acharam a composição competente, porém derivativa demais.

• Blabbermouth destacou o álbum como um “novo capítulo” forte para uma banda subestimada do metal melódico.

• Já o Angry Metal Guy elogiou a energia, os solos e a diversão do disco, mas apontou repetição e excesso de reverência às fórmulas antigas.

• HeadBangers Lifestyle ressaltou a influência de Tony Iommi e o peso extra trazido pela bateria de Fredrik Johansson.

• O clipe oficial de “Pentagram” já saiu junto da campanha do álbum e ajudou a marcar o retorno visual da banda nesta nova fase.

Produção

Lars Chriss

Mudança de line

Em relação a Dark Hours, o Lion’s Share deixou de funcionar como trio fixo com Sampo Axelsson no baixo e passou de vez ao formato de núcleo duro comandado por Lars Chriss e Nils Patrik Johansson. Andreas Loos voltou a colaborar no baixo, enquanto a bateria ficou com Nils Fredrik Johansson; essa mudança conversa com a fase da banda desde 2017, quando o grupo passou a operar como dupla e chamar músicos próximos para estúdio e palco. Antes disso, a própria banda já havia explicado mudanças de bateria por questões práticas, como a mudança de Richard Evensand para a Austrália.

Formação

Nils Patrik Johansson – voz
Lars Chriss – guitarra

Músicos adicionais
Andreas Loos – baixo elétrico
Nils Fredrik Johansson – bateria
Kay Backlund, Anuviel – teclados

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