James Blake - Trying Times

Trying Times

7º álbum de estúdio​

Era

-

8.0

Nota média
de sites de crítica

James Blake sem freio e sem gravadora

Trying Times soa como James Blake abrindo todas as gavetas do próprio estúdio e finalmente decidindo usar tudo de uma vez: o crooner quebradiço, o produtor de graves tortos, o romântico de doo-wop futurista e o nerd de eletrônica que ainda gosta de deixar a música meio desalinhada. O disco é mais solto e variado do que polido, e essa liberdade vira parte do charme.

As críticas convergem numa ideia curiosa: ele acerta mais no som do que no discurso. Quando tenta comentar o mundo, às vezes parece um filósofo de madrugada no grupo errado; quando fala de desejo, medo e intimidade, volta a ser cirúrgico.

Entre samples inesperados, soul enevoado, R&B vintage e pulsos eletrônicos que parecem derreter pelas bordas, o álbum funciona como uma colagem elegante de todas as versões de Blake — menos coesa que seus picos, mas rica, estranha e viva.

Destaques

2 – Death of Love
3 – I Had a Dream She Took My Hand
7 – Days Go By

Menos ouvidas

9 – Obsession
12 – Feel It Again

Fatos interessantes

• É o primeiro álbum totalmente independente de James Blake após sua saída de uma major, lançado pelo próprio selo Good Boy Records.

• O disco foi descrito pelo próprio Blake como seu “álbum favorito” que já fez em postagem de lançamento.

• Trying Times tem 13 faixas e cerca de 47 minutos, consolidando um formato relativamente enxuto para os padrões mais recentes dele.

• Os convidados confirmados são Monica Martin em “Didn’t Come To Argue” e Dave em “Doesn’t Just Happen”.

• Reviews elogiaram bastante a forma como o álbum junta várias “eras” do James Blake em um único pacote, do produtor eletrônico ao baladeiro soul.

• Parte da recepção crítica apontou que as letras sociopolíticas nem sempre têm o mesmo peso das ideias musicais.

• “Death of Love” foi o single que abriu a campanha do álbum em janeiro de 2026.

• “Days Go By” apareceu repetidamente entre os destaques de crítica, inclusive como standout track em uma resenha.

• A produção também teve participação associada a nomes do círculo criativo próximo de Blake, com Dom Maker e Jameela Jamil creditados no projeto.

• O álbum chegou já cercado de atenção por marcar a nova fase “DIY” de Blake, tema que ele voltou a discutir em entrevistas recentes.

Produção

James Blake, Dom Maker, Jameela Jamil

Mudança de line

A base continua centrada em James Blake, mas Trying Times troca o foco mais club/eletro do álbum anterior por um elenco pequeno de convidados, com Monica Martin e Dave aparecendo em faixas específicas, já dentro da fase independente do artista.

Formação

James Blake – voz, piano, teclados, sintetizadores, programação

Músicos adicionais
Monica Martin – voz adicional
Dave – voz e rap

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