Green Day - Warning: 25

Warning: 25

-º álbum de estúdio​

Era

Exploração e Transição (1997–2000)

7.2

Nota média
de sites de crítica

O disco em que o punk pegou o violão

A edição comemorativa de Warning – 25th Anniversary é como encontrar uma velha jaqueta esquecida no armário e descobrir que ela voltou a ficar na moda — com remendos novos e brilho reforçado. O remaster amplia o calor das guitarras acústicas, deixando cada batida de Tré Cool soar mais nítida e cada harmonia de Billie Joe ganhar um ar mais vívido. As demos inéditas revelam um Green Day mais despojado, testando ritmos, estruturas e arranjos antes de chegarem ao formato final, quase como espiar o caderno de rascunhos de um pintor.

O show bônus de 2001 em Tóquio é o tempero que completa o pacote: energia adolescente, suor, palhetadas nervosas e um público que canta como se estivesse gravando junto. Essa combinação transforma a edição de 25 anos não só em uma celebração, mas em um mergulho completo no processo criativo da banda — mostrando que Warning sempre foi mais ousado e sofisticado do que muitos perceberam em seu lançamento original.

Destaques

16 – Poprocks & Coke
12 – Scumbag
14 – Suffocate

Menos ouvidas

3 (Disco 3) – Blood, Sex and Booze – Live
4 – Castaway – Demo

Fatos interessantes

• O álbum marcou a primeira vez em que o Green Day reduziu o uso de guitarras distorcidas e ampliou arranjos acústicos.

• “Minority” se tornou um dos maiores hinos políticos da banda, mesmo sendo uma faixa relativamente simples.

• “Waiting” utiliza estrutura inspirada em clássicos dos anos 60, especialmente em riffs e progressões vocais.

• O álbum teve vendas abaixo dos anteriores, mas com o tempo ganhou status de cult entre fãs e críticos.

• Foi um dos discos mais experimentais da banda até então, antecipando a guinada narrativa que culminaria em American Idiot.

• A edição de 25 anos lançada em 2025 trouxe demos inéditas, faixas ao vivo e um show completo gravado em Tóquio em 2001.

Produção

Green Day, Rob Cavallo

Mudança de line

A única alteração relevante foi a banda assumir maior controle da produção, deixando Rob Cavallo em papel mais consultivo. Essa mudança refletiu a busca por um som mais orgânico e menos ligado ao punk direto dos primeiros álbuns.

Formação

Billie Joe Armstrong – voz, guitarra
Mike Dirnt – baixo elétrico
Tré Cool – bateria

Músicos adicionais
Stephen Bradley – trompete / trompa de sopro
Benmont Tench – teclados
Gary Meek – saxofone
David Campbell – arranjos de cordas

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