Gluttony - Eulogy To Blasphemy

Eulogy To Blasphemy

4º álbum de estúdio​

Era

-

Nota média
de sites de crítica

Serra sueca em estado de decomposição

“Eulogy To Blasphemy” soa como uma serra elétrica enferrujada ligada dentro de uma cripta úmida, mas operada por gente que sabe exatamente onde quer cortar. Gluttony não tenta reinventar a roda; prefere cobri-la de lodo, sangue e mofo sueco, e fazê-la passar por cima de tudo com gosto.

O disco mergulha sem pudor no death metal escandinavo clássico, com riffs HM-2 gordurosos, bateria que empurra sem frescura e um clima que alterna horror de locadora maldita com blasfêmia de bar lotado. As críticas foram majoritariamente muito positivas justamente por isso: o álbum abraça Grave, Entombed e Dismember sem virar peça de museu.

Há mais impacto e confiança do que em “Drogulus”, e a banda parece mais afiada, como quem passou anos na estrada e voltou com o amplificador cheirando a necrotério.

Destaques

3 – Hung From Entrails
6 – Awoken In Autopsy
8 – Corpses Eating Corpses

Menos ouvidas

10 – A Haunting Wordless Choir
11 – Immured By Rotting Corpses

Fatos interessantes

• É o quarto álbum de estúdio do Gluttony e chega 17 anos após a fundação da banda, em 2009.

• A formação do disco é exatamente a mesma de “Drogulus”, mostrando uma fase rara de estabilidade no grupo.

• O álbum foi gravado no Studio Blastbeat, em Sundsvall, com mix de Jonas Jönsson e master de Henrik Heinrich.

• A edição em CD e LP traz uma faixa bônus: uma versão de “Burn”, do King Diamond.

• Em entrevista, a banda chamou este de seu melhor álbum até hoje e atribuiu parte dessa energia às turnês feitas desde “Drogulus”.

• O título nasceu como resposta ao moralismo recorrente contra o metal; a banda o relaciona à liberdade de expressão e religião.

• A arte da capa mostra um “pregador zumbi” vomitando sangue e moscas, com referência visual a Black Sabbath e pôsteres clássicos de horror.

• “Threshold to Nonexistence” foi inspirada no filme francês “Martyrs”, reforçando o lado cinematográfico e mórbido do repertório.

• Críticos destacaram a ausência de filler e a fidelidade ao death metal sueco clássico sem soar apenas nostálgico.

• O disco já saiu acompanhado de uma turnê europeia batizada com o nome do álbum, marcada para maio de 2026.

Produção

Gluttony

Mudança de line

A troca relevante aconteceu antes do debut, quando Johan Jansson saiu e Ödling assumiu os vocais, mas entre o álbum anterior e este disco a banda manteve a mesma espinha dorsal.

Formação

Magnus Ödling – voz
Anders Härén – guitarra
Max Bergman – baixo elétrico
John Henriksson – bateria

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