Garbage - Version 2.0

Version 2.0

2º álbum de estúdio​

Era

Caos Controlado (1995–2002)

8.5

Nota média
de sites de crítica

O pop eletrônico encontra o grunge

Version 2.0 é o momento em que o Garbage aperta o botão de “atualizar” e entrega um upgrade sonoro que mistura o grunge digital com o pop sintético. É como se a banda tivesse passado seu rock alternativo por um scanner de alta resolução, resultando em camadas densas de guitarras processadas e batidas eletrônicas afiadas. Shirley Manson comanda tudo com uma voz que oscila entre o sussurro sedutor e o grito contido, sempre com uma ironia afiada.

O álbum é uma colagem sonora onde cada faixa parece uma nova aba aberta no navegador musical da banda: “Push It” é um pop industrial que poderia tocar tanto em clubes quanto em rádios; “I Think I’m Paranoid” é um hino de autoafirmação com riffs que grudam na mente; e “Special” brinca com referências ao passado enquanto aponta para o futuro. Version 2.0 não reinventa a roda, mas a pinta de neon e a coloca para girar em alta velocidade.

Destaques

3 – When I Grow Up
5 – Special
7 – Push It

Menos ouvidas

4 – Medication
9 – Dumb

Fatos interessantes

• O álbum foi gravado no Smart Studios, em Madison, Wisconsin, estúdio co-fundado por Butch Vig.

• Version 2.0 foi um dos primeiros álbuns a serem gravados inteiramente usando Pro Tools, explorando ao máximo as possibilidades digitais da época.

• A faixa “Push It” incorpora elementos de “Don’t Worry Baby” dos Beach Boys e “Push It” do Salt-N-Pepa, mostrando a habilidade da banda em mesclar influências diversas.

• O álbum recebeu indicações ao Grammy nas categorias de Álbum do Ano e Melhor Álbum de Rock.

• A turnê mundial de Version 2.0 incluiu 219 shows, passando por América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania.

• Em 2018, o álbum foi relançado em uma edição comemorativa de 20 anos, incluindo faixas bônus e lados B da época.

• “Special” faz referência direta à música “Talk of the Town” do The Pretenders, evidenciando as influências da banda.

• A estética visual do álbum e dos videoclipes reforça o conceito de fusão entre o orgânico e o digital, presente também na sonoridade.

• A produção meticulosa levou o Pro Tools ao limite, exigindo atualizações no software para suportar a complexidade das faixas.

• Version 2.0 vendeu mais de quatro milhões de cópias mundialmente, consolidando o sucesso do Garbage após seu álbum de estreia.

Produção

Garbage

Mudança de line

Nenhuma alteração

Formação

Shirley Manson – voz
Duke Erikson – guitarra, baixo, teclados
Steve Marker – guitarra, teclados
Butch Vig – bateria, percussão

Músicos adicionais
Daniel Shulman – baixo elétrico
Pauli Ryan – percussão

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