Exodus - Goliath

Goliath

12º álbum de estúdio​

Era

-

8.3

Nota média
de sites de crítica

O retorno mais raivoso do Exodus

Goliath chega como um caminhão sem freio descendo a ladeira da Bay Area: barulhento, sujo e orgulhoso disso. O retorno de Rob Dukes devolve ao Exodus aquela cara de briga de bar com pedigree, enquanto Gary Holt espalha riffs que parecem feitos para arrancar tinta da parede.

Ao mesmo tempo, o disco não vive só de velocidade cega: há peso arrastado, grooves mais sinistros e um cuidado maior com dinâmica, o que deixa tudo menos previsível do que o thrash de açougue tradicional. “3111” abre na porrada, a faixa-título marcha como um tanque, e “Summon of the God Unknown” mostra uma banda veterana que ainda sabe variar sem soar domesticada.

Não é revolução; é veterania com sangue nos dentes. Parte da crítica achou o álbum menos inspirado do que o currículo da banda sugere, mas a maior parte viu aqui um retorno forte, nervoso e muito bem armado.

Destaques

4 – Promise You This
5 – Goliath
1 – 3111

Menos ouvidas

9 – Summon of the God Unknown
10 – The Dirtiest of the Dozen

Fatos interessantes

• É o primeiro álbum de estúdio do Exodus com Rob Dukes desde Exhibit B: The Human Condition, de 2010.

• Também marca a estreia da banda pela Napalm Records, após anos ligada à Nuclear Blast.

• O disco foi gravado em 2025 e lançado em 20 de março de 2026.

• A banda oficializou Goliath como seu 12º álbum de estúdio, embora algumas discografias contem a regravação Let There Be Blood e cheguem a 13.

• A mixagem e a masterização ficaram com Mark Lewis, encerrando uma longa sequência de trabalhos com Andy Sneap no estúdio.

• “3111” foi o single de abertura e apareceu como cartão de visitas do novo ciclo com Dukes de volta.

• A faixa “Goliath” traz participação de Katie Jacoby nas cordas, um detalhe incomum no som tradicionalmente casca-grossa da banda.

• “The Changing Me” conta com participação vocal de Peter Tägtgren.

• Gary Holt descreveu o novo material como cheio de “hinos”, destacando variedade entre velocidade extrema e momentos mais lentos e pesados.

• A recepção crítica ficou positiva no geral, mas dividida no entusiasmo: houve quem chamasse o disco de adrenalina pura e quem o visse como um bom álbum sem brilho clássico.

Produção

Exodus

Mudança de line

Em relação a Persona Non Grata, saiu Steve “Zetro” Souza e voltou Rob Dukes aos vocais. A troca aconteceu em janeiro de 2025; depois, Gary Holt comparou a separação com Zetro a um “casamento” que já tinha acabado, indicando desgaste interno mais do que uma guinada puramente musical.

Formação

Rob Dukes – voz
Gary Holt, Lee Altus – guitarras
Jack Gibson – baixo elétrico
Tom Hunting – bateria

Músicos adicionais
Peter Tägtgren – voz adicional
Katie Jacoby – cordas
Mark Lewis, Jesse Fioren, Juan Urteaga – engenharia / mixagem / masterização

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