Elton John - Sleeping with the Past

Sleeping with the Past

22º álbum de estúdio​

Era

Anos de Transição & Reavaliação (1984–1994)

7.0

Nota média
de sites de crítica

Alma soul nos anos 80

Em Sleeping with the Past, Elton John e Bernie Taupin parecem revisitar sua juventude musical com certo saudosismo temperado por ambição contemporânea. O álbum brinca de álbum de soul moderno: você escuta ecos de Marvin Gaye e Sam Cooke — especialmente nas batidas de Stone’s Throw from Hurtin’ ou nas notas de Healing Hands — mesclados ao pop radiofônico dos anos 80.

A produção de Chris Thomas é rica e polida, às vezes tão limpa que os arranjos mais sutis se perdem; por outro lado, isso deixa o disco acessível. Há equilíbrio interessante entre faixas mais dançantes (Club at the End of the Street, faixa-título) e baladas introspectivas (Whispers, Blue Avenue). É um álbum de transição: não tão visceral quanto os clássicos dos anos 70, mas emocional e bem trabalhado, mostrando Elton ainda em busca de identidade artística no final de uma década complexa.

Destaques

7 – Sacrifice
2 – Healing Hands
4 – Club at the End of the Street

Menos ouvidas

11 – Dancing in the End Zone
6 – Stone’s Throw from Hurtin’

Fatos interessantes

• É o álbum mais vendido de Elton John na Dinamarca, país onde foi gravado.

• Sacrifice, junto com Healing Hands, se tornou seu primeiro single solo número 1 no Reino Unido.

• A reedição britânica de Sacrifice/Healing Hands impulsionou o álbum ao topo das paradas no Reino Unido meses após o lançamento inicial.

• Durante a gravação, Elton usou o piano digital Roland RD-1000 como instrumento principal para a maioria das faixas.

• Algumas músicas gravadas nas sessões não entraram no álbum, como Love Is a Cannibal e Dancing in the End Zone, usadas como lados B posteriormente.

• A faixa Blue Avenue é considerada por Elton mais “pessoal” e diferente do estilo soul predominante no disco.

• O álbum marcou o início da colaboração contínua entre Elton e Guy Babylon nos teclados pelas décadas seguintes.

• Embora o álbum tenha recebido críticas mornas na época, sua consistência e coesão o tornaram um favorito entre fãs ao longo dos anos.

Produção

Chris Thomas

Mudança de line

Comparando com o álbum anterior, Reg Strikes Back (1988), nota-se a entrada de Guy Babylon como tecladista permanente, marcando seu primeiro trabalho oficial com Elton John. Fred Mandel, que já vinha colaborando, deixaria de participar regularmente após este álbum. A ausência de músicos clássicos da banda de Elton (como Dee Murray no baixo ou Nigel Olsson na bateria) se mantém: Davey Johnstone é o único remanescente da formação mais clássica.

Formação

Elton John – voz, piano digital / teclados / backing vocals (algumas faixas)
Guy Babylon – teclados principais / sintetizadores / programação
Fred Mandel – teclados, órgão, guitarras, arranjos adicionais
Davey Johnstone – guitarra, backing vocals
Romeo Williams – baixo elétrico
Jonathan Moffett – bateria
Vince Denham – saxofone (em faixas específicas)
Natalie Jackson, Mortonette Jenkins, Marlena Jeter – backing vocals

Se gostou, também vai gostar de...

Carpenters - Now & Then
Pop

Carpenters – Now & Then

Combinando faixas contemporâneas e clássicos dos anos 60, Now & Then é uma jornada musical que destaca a versatilidade dos Carpenters.

Madonna - Like a Prayer
Dance pop

Madonna – Like a Prayer

Um álbum íntimo e ousado: Madonna mistura pop, gospel e rock para transformar dor, fé e provocação em arte pop atemporal.

Imagine Dragons - Loom
Pop

Imagine Dragons – Loom

Álbum conciso e emocional que equilibra pop‑rock, rap e electro, marcando uma fase de reinvenção da banda como trio após mudanças pessoais e profissionais.

Outros álbuns do mesmo ano

Caetano Veloso - Estrangeiro
MPB

Caetano Veloso – Estrangeiro

Caetano Veloso funde MPB com world music em Estrangeiro, criando um álbum inovador que explora identidade e pertencimento com maestria.

Candlemass - Tales of Creation
Doom metal

Candlemass – Tales of Creation

Álbum sombrio e grandioso, mistura peso e narrativa épica, marcando o auge e a despedida de Messiah Marcolin da primeira fase do Candlemass.

Black Sabbath - Headless Cross
Heavy metal

Black Sabbath – Headless Cross

Renascimento do Sabbath, com temas místicos e guitarras afiadas. Um metal gótico, pesado e sombrio, com a estreia de Cozy Powell na bateria.