Elton John - A Single Man

A Single Man

12º álbum de estúdio​

Era

Refinamento e Diversificação (1976–1983)

6.5

Nota média
de sites de crítica

O novo Elton, vulnerável

Em A Single Man, Elton John experimenta uma reorganização criativa: abandonando sua dupla consagrada com Bernie Taupin, ele assume o controle de música e colabora com Gary Osborne nas letras. O som é contido, às vezes introspectivo, longe do hedonismo exuberante dos anos anteriores — como um reflexo melancólico de seu próprio recomeço.

Há momentos de brilho, como “Madness” e o comovente “Song for Guy”, que entrelaçam melodia e sentimento com delicadeza. Porém, o álbum também sofre de excessos de ambição — arranjos espalhafatosos e faixas longas nem sempre sustentam a energia. Ainda assim, sua versatilidade aparece em faixas que transitam entre baladas, grooves sutis, toques de blues e timbres orquestrados. É um disco de transição, com lampejos de genialidade envoltos em insegurança — tão valioso justamente por revelar um artista em busca de reinvenção.
https://cdn-images.dzcdn.net/images/cover/8d713e66ba2d46cac7bc345b17f42dbe/500x500-000000-80-0-0.jpg

Destaques

11 – Song for Guy
6 – Part-Time Love
1 – Shine On Through

Menos ouvidas

15 – Lovesick
13 – Flinstone Boy

Fatos interessantes

• Foi o primeiro álbum de Elton John sem faixas coescritas por Bernie Taupin.

• “Song for Guy” é uma homenagem a Guy Burchett, funcionário da gravadora, morto em acidente de moto.

• A foto da capa foi tirada no “Long Walk” do Windsor Great Park, e Elton aparece sem seus óculos característicos.

• Na versão de 1998, foram adicionadas cinco faixas bônus: “Ego”, “Flinstone Boy”, “I Cry at Night”, “Lovesick” e “Strangers”.

• “Part-Time Love” foi um dos singles de maior destaque do álbum.

• O disco alcançou a 8ª posição no Reino Unido e a 15ª nos Estados Unidos.

• Para alguns críticos, o álbum é irregular, com faixas muito fortes contrastando com músicas mais mornas.

Produção

Elton John, Clive Franks

Mudança de line

Este álbum marca a saída de Bernie Taupin como letrista fixo, sendo substituído por Gary Osborne. Também é o primeiro álbum de Elton John sem produção de Gus Dudgeon, com Clive Franks assumindo esse papel ao lado de Elton. Essas mudanças representam uma nova fase na carreira, com uma abordagem diferente nas composições e produção.

Formação

Elton John – voz, piano, teclados, coros
Steve Holley – bateria
Davey Johnstone – guitarra, coros
Herbie Flowers – baixo
Ray Cooper – percussão
Paul Buckmaster – orquestrações, sintetizador ARP
Tim Renwick – guitarra acústica / elétrica, mandolina
B. J. Cole – pedal steel guitar
John Crocker – clarinete, saxofone tenor
Vicki Brown, Joanne Stone, Stevie Lange, Gary Osborne, Chris Thompson – coros
Henry Lowther – trompete
Patrick Halcox – trompete
Jim Shepherd – trombone

Se gostou, também vai gostar de...

Sting - Ten Summoner's Tales
Jazz rock

Sting – Ten Summoner’s Tales

Pop refinado e ensolarado, com letras poéticas e arranjos elegantes — o álbum que refomula Sting solo com leveza e storytelling afiado.

Scorpions - Eye II Eye
Hard rock

Scorpions – Eye II Eye

Tentativa ousada de transitar para o pop rock, mas soa mais como uma mistura de boy band com rock suave. A mudança não agradou aos fãs.

Outros álbuns do mesmo ano

Whitesnake - Trouble
Blues rock

Whitesnake – Trouble

Debut visceral com hard‑blues afiado, teclados marcantes e urgência sonora; o primeiro passo poderoso de Whitesnake no rock britânico.

Paul Stanley - Paul Stanley
Hard rock

Paul Stanley – Paul Stanley

Hard rock estrelado com 100% de composições originais de Paul Stanley: explosão de riffs, dramaticidade e presença solo em meio à era Kiss.

Billy Joel - 52nd Street
Jazz rock

Billy Joel – 52nd Street

Jazz e rock combinados num disco elegante e urbano: arranjos requintados, hits duradouros e a transição sonora perfeita de Billy Joel.