David Byrne - Look into the Eyeball

Look into the Eyeball

6º álbum de estúdio​

Era

Estética Orquestral e Autorreinvenção (2001–2008)

8.0

Nota média
de sites de crítica

David Byrne: orquestra, soul e grooves humanos

O álbum é como um caleidoscópio musical: desliza suavemente entre funk clássico dos anos 70 e soul refinado, com uma pitada de worldbeat, tudo costurado por uma orquestra de cordas que não se intimida. As canções brilham com grooves que fazem o corpo balançar e melodias que grudam como chiclete. “Like Humans Do” virou trilha emblemática do Windows XP, tão contagiante que até o computador parece dançar.

Há um dueto em espanhol, “Desconocido Soy”, que traz uma energia vibrante da cena latina. “The Revolution”, com sua guitarra acústica e violino, é quase uma poesia em forma de canção – singela e profunda. Ao mesmo tempo, “Broken Things” resgata um funk global cru, direto no osso, sem firulas. Byrne mostra que harmonizar uma legião de colaboradores pode ser tão divertido e coeso quanto um show íntimo. É um álbum que consegue ser sofisticado e dançante, íntimo e expansivo — um verdadeiro passeio carnavalesco pela mente de um artista curado e curioso.

Destaques

12 – Everyone’s in Love with You
4 – Like Humans Do
1 – U.B. Jesus

Menos ouvidas

10 – The Moment of Conception
6 – The Accident

Fatos interessantes

• Contou com 49 músicos convidados, incluindo muitos instrumentistas de cordas, resultando em uma textura rica e cinematográfica.

• A faixa “Like Humans Do” foi incluída como música de demonstração do Windows XP, tornando-se instantaneamente familiar para milhões.

• Em “Desconocido Soy”, Byrne canta em espanhol ao lado de Nrü (Rubén Albarrán, do Café Tacuba), trazendo um tom latino vibrante.

• “The Revolution” é uma balada acústica de guitarra e violino, quase como uma pintura sonora minimalista.

• Enquanto “Neighborhood” traz uma vibe disco leve, é considerada por críticas como uma das poucas deslizadas do álbum com clichês de funk dos anos 70.

• “Broken Things” traz de volta o funk global cru, lembrando o estilo de seu álbum solo de 1994, com cordas ausentes para maior impacto rítmico.

Produção

Michael Mangini

Mudança de line

Look into the Eyeball expande a sonoridade com uma formação ainda mais ampla, incluindo cerca de 49 músicos convidados, muitos deles focados em cordas, além de ritmos mais orgânicos e grooves inspirados no funk ’70s e soul de Philly.

Formação

David Byrne – vocais, guitarra; teclados em “Walk on the Water”; Mellotron em “Everyone’s in Love with You”; tímpani em “The Accident”

Músicos adicionais
Thom Bell – Rhodes em “Neighborhood”;
Herb Besson – trombone;
Virgil Blackwell – clarinete em “Smile”;
Kysia Bostic – backing; P
aulo Braga e Vinicius Cantuária – percussão em “The Great Intoxication”; …
(e muitos outros, totalizando 49 colaboradores, com destaque para instrumentos de cordas como violinos, violas, cellos)

Se gostou, também vai gostar de...

David Bowie - Blackstar
Art rock

David Bowie – Blackstar

Blackstar é a despedida audaciosa de Bowie: art rock e jazz experimental se unem em um álbum sombrio, poético e profundamente impactante.

INXS - Listen Like Thieves
New Wave

INXS – Listen Like Thieves

Rock, funk e soul com a sensualidade de Michael Hutchence, entregando uma sonoridade única e cheia de atitude, como em “What You Need”.

Outros álbuns do mesmo ano

Devin Townsend - Terria
Art rock

Devin Townsend – Terria

Prog metal atmosférico que equilibra densidade e silêncio, explorando paisagens sonoras pessoais e introspectivas com sensibilidade artística.

Marillion - Anoraknophobia
Prog-rock

Marillion – Anoraknophobia

Marillion renova sua sonoridade com influências de jazz, funk e trip‑hop, mantendo melodias densas e atmosfera sofisticada.

Cher - Living Proof
Dance pop

Cher – Living Proof

Dance-pop futurista, Auto-Tune ousado e energia de pista. Um álbum que confirma a longevidade de Cher sem repetir totalmente o impacto de Believe.